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Foto: ParaibaOnline/Arquivo
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As padarias de Portugal guardam tradições e métodos de produção bem diferentes dos encontrados no Brasil.
A experiência foi relatada por Norival Monteiro, no quadro semanal “Do Grão ao Pão”, da Rádio Caturité FM, ao compartilhar descobertas feitas durante uma viagem pelo país europeu.
Entre as diferenças que mais chamaram a atenção do especialista está a ausência do tradicional pão francês brasileiro.
Em Portugal, são mais comuns os pães rústicos, muitas vezes preparados com sementes de abóbora, chia, linhaça e gergelim, além de uma preocupação maior com aspectos nutricionais.
Outro destaque é o processo de fermentação. Segundo Norival, algumas preparações utilizam fermentação natural e podem permanecer por cerca de 24 horas em temperatura ambiente.
Ele também relatou uma experiência curiosa em uma padaria, onde a câmara de fermentação apresentou problemas e os pães precisaram ficar do lado de fora, cobertos por plástico, em uma temperatura próxima de 3°C.
“Eles trabalham muito com a fermentação natural, com a massa sendo preparada e deixada para fermentar por um período mais longo”, explicou.
Entre os produtos tradicionais, o especialista citou a broa de milho, feita com uma mistura de farinhas e com o fubá escaldado em água quente antes do preparo.
Também mencionou o biju e o papo-seco como opções que mais se aproximam do pão francês brasileiro.
A viagem também permitiu conhecer hábitos alimentares diferentes. Norival comentou a presença de carnes como coelho e borrego (cordeiro) nos supermercados, além de produtos suínos, chouriço e pães preparados com esse tipo de embutido.
Na confeitaria, destacou os cremes à base de gema e os tradicionais pastéis de nata, além da influência histórica dos conventos e mosteiros na doçaria portuguesa.
Além das experiências gastronômicas, o percurso incluiu cidades e destinos como Porto, Coimbra, Fátima e Santiago de Compostela, onde o especialista também observou aspectos culturais, religiosos e arquitetônicos.
Para Norival, conhecer essas tradições ajuda a compreender como a história e os costumes de cada região influenciam diretamente a produção dos alimentos.
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