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Jornalista, Pós-Graduada em Comunicação Educacional, Gerente de Negócios das marcas Natura e Avon.
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Todas as noites, a vida nos oferece uma pausa, quando p sono chega manso, fecha as cortinas do mundo e nos convida a abandonar, por algumas horas, as urgências de existir.
Enquanto dormimos, o corpo trabalha tão silenciosamente na calada da noite, que nem sentimos: repara ciclos, reorganiza funções, regula hormônios, fortalece a memória e ativa mecanismos que ajudam a eliminar resíduos metabólicos, fazendo a magia acontecer; e o organismo se recupera, a mente desacelera e as forças se renovam para que possamos enfrentar o dia seguinte com disposição para os deveres, os desafios e as surpresas que o dia nos reserva.
Dormir é mais do que descansar. É permitir que tudo em nós encontre seu lugar, que o cansaço se dissolva e que o amanhã nos encontre inteiros outra vez.
Por esta razão, para mim, que o sono se pareça tanto com uma pequena morte: desligamo-nos do mundo, suspendemos as preocupações e nos entregamos ao desconhecido sem resistência. Não levamos conosco as cobranças, os compromissos nem as inquietações. Por algumas horas, simplesmente deixamos de existir para o mundo, enquanto o descanso nos restaura.
E quando amanhece, que alegria, renascemos para a claridade, abrimos janelas, rezamos, ligamos o celular, acordamos para as tarefas adiadas e para a preciosa oportunidade de continuar.
O sono é bom, faz bem e nos devolve à vida. É uma pequena morte diária, sem despedidas definitivas, mas com a promessa de um recomeço.
E, para uma morte tão deliciosa, às vezes, nem esperamos a noite chegar para desejá-la também durante o dia. Basta um breve intervalo, os olhos fechados e o mundo em silêncio para nos entregarmos a esse pequeno milagre, afinal, há prazeres que não exigem explicação, apenas entrega: que venham, então, esses minutos de deliciosa ausência, esse mergulho profundo nos braços de Morfeu, em que morremos um pouquinho para o mundo e despertamos mais leves para a vida, já que, convenhamos, há dias em que dormir é a forma mais doce de ser feliz sem precisar fazer absolutamente nada.
Leia a coluna anterior:
Atenção: Os artigos publicados no ParaibaOnline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo ao exercício da pluralidade de opiniões.
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