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O autor é economista, advogado, professor da Universidade Estadual da Paraíba e membro da Academia de Letras de Campina Grande.
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Uma lição básica de economia é não se endividar além da capacidade de pagar. Lição que não precisa ser aprendida em curso de economia, basta o bom senso para ensinar.
Tal lição, porém, não foi aprendida pelo governo federal, que tem uma dívida pública que já excede o limite de sua capacidade de endividamento. A dívida hoje equivale a 82,9% do PIB – Produto Interno Bruto, ou seja, de tudo quanto é produzido no Brasil, o governo é devedor nesse percentual.
Os economistas estimam que para ser estabelecido o equilíbrio entre receitas e despesas públicas, é necessário um ajuste fiscal de R$ 250 bilhões, valor que se anula com a lista de ações eleitoreiras do governo que somam R$ 290 bilhões.
Dessa forma, a economia está impactada e sem perspectivas de solução a curto e médio prazos. Isto torna tudo mais caro, pelas altas taxas de juros, pelo aumento da inflação e pela recessão econômica.
As benesses do governo federal incluem subsídios aos combustíveis, linhas de crédito para socorrer setores econômicos, facilidades para a compra de casa própria, incentivos para a compra de veículos, expansão do programa de ajuda para estudantes, tarifa zero no transporte em finais de semana, reajustes do programa bolsa família, ampliação do limite de faturamento para micro empresas individuais, isenção de dívidas das microempresas, isenção de imposto de renda para salários de até R$ 5 mil, entre outras.
A renúncia de receita estimada em R$ 28 bilhões neste ano, com a queda de receita de R$ 29,9 bilhões para R$ 10,5 bilhões, sai frustrada a compensação esperada pela retenção do imposto de renda sobre dividendos das empresas.
Os candidatos deveriam discutir sem medo a verdadeira situação econômica em que se encontra o Brasil. Porém, o que se vê é a enxurrada de medidas de cunho eleitoreiro e de promessas extravagantes que se vierem a ser cumpridas haverão de piorar mais ainda a situação.
A gastança, contudo, tem sido a tônica governamental. Quanto mais pão e circo melhor. Afinal, é uma experiência milenar advinda dos antigos romanos que se vê contemplada nos dias atuais em nosso Brasil, com a penalização da classe média que empobrece a cada dia.
É falso o alardeamento de melhorar a vida dos pobres e das pequenas empresas, pois que, contrariamente, a classe média é quem está desaparecendo e todos se nivelando num mesmo patamar de pobreza e submissão.
Quem quer que venha a sair vitorioso neste segundo turno da eleição presidencial, irá amargar os dissabores da realidade econômica do país. Porém, para que o Brasil possa verdadeiramente crescer fundamentado na justiça e na solidariedade, a economia política do estado brasileiro deverá ser necessariamente mudada.
Há tempo ainda dos indecisos e dos que se abstêm do voto a se manifestarem nas urnas, pugnando pelo futuro do Brasil, na perspectiva da adoção de políticas que garantam o equilíbrio do orçamento público, o respeito às instituições, o crescimento da economia nacional e a felicidade geral da nação.
Atenção: Os artigos publicados no ParaibaOnline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo ao exercício da pluralidade de opiniões.
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