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Foto: ParaibaOnline
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A tradição familiar que atravessa gerações e a dificuldade cada vez maior para encontrar profissionais qualificados foram alguns dos principais assuntos discutidos na coluna “Do Grão ao Pão”, da Rádio Caturité 104.1 FM, nesta sexta-feira (14).
O programa recebeu Josivan Silva, presidente do Sindicato dos Panificadores de Campina Grande e da Associação Paraibana da Indústria de Panificação e Confeitaria, que compartilhou sua trajetória de mais de 30 anos no setor e analisou os desafios enfrentados atualmente pelos empresários.
Josivan contou que entrou no segmento ainda no início da década de 1990, ao lado do pai, o padeiro Assis.
“A gente montou uma pequena padaria lá na Vila Sandra e estamos com ela até hoje funcionando”, relembrou.
Segundo ele, a divisão de funções entre os dois foi fundamental para o crescimento do negócio.
“Meu pai entendia muito de produção, então ele tomava conta da produção e eu da área de vendas. Compra, venda, entrega, tudo era comigo”, explicou.
Durante a conversa, Norival Monteiro ressaltou a importância de Assis na formação de profissionais da panificação em Campina Grande. Além de mestre padeiro, ele também era reconhecido por ensinar o ofício a quem buscava uma oportunidade. Norival lembrou histórias transmitidas por profissionais que aprenderam com ele e destacou a continuidade desse legado através de Josivan.
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A formação de novos trabalhadores, no entanto, tornou-se um dos grandes desafios do setor. Josivan recordou que, no passado, seu pai costumava ensinar o ofício diretamente a jovens que procuravam uma oportunidade nas padarias.
“Chegava um adolescente na frente da padaria, pedindo alguma coisa, pedindo ajuda, e o papai dizia: ‘Eu posso lhe ajudar ensinando. Entre para cá que eu vou lhe transformar em um profissional’. E hoje a gente não pode fazer isso. A lei não permite”, afirmou.
Para o empresário, a escassez de mão de obra especializada é um problema que atinge não apenas a panificação, mas diversos setores produtivos.
“A gente está sofrendo com a falta de mão de obra”, destacou, defendendo a necessidade de discutir políticas que contribuam para a formação e profissionalização dos trabalhadores.
Outro ponto abordado foi a importância do associativismo para enfrentar os desafios do segmento. À frente das entidades representativas dos panificadores, Josivan destacou que a troca de experiências e o diálogo com órgãos como Procon e Vigilância Sanitária ajudam os empresários a compreender melhor as regras e evitar problemas durante fiscalizações.
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