Fechar
O que você procura?
Economia
Foto: ParaibaOnline
Continua depois da publicidade
Continue lendo
A reforma tributária e os impactos da atual política de tributação do trigo foram discutidos por Josivan Silva, presidente do Sindicato dos Panificadores de Campina Grande e da Associação Paraibana da Indústria de Panificação e Confeitaria, durante a coluna “Do Grão ao Pão”, na Rádio Caturité 104.1 FM.
Josivan afirmou estar otimista com as mudanças previstas na reforma tributária após participar de um congresso em São Paulo. Segundo ele, uma das expectativas do setor é o fim da diferenciação tributária que atualmente dificulta a compra de trigo de outras regiões do país.
“Fiquei muito esperançoso com a reforma tributária. O que foi colocado para nós é que é muito boa, é uma das melhores do mundo. Vamos ver na prática”, afirmou.
De acordo com o dirigente, atualmente existe uma diferenciação na tributação que acaba restringindo a possibilidade de os panificadores nordestinos adquirirem trigo de fornecedores localizados em outras regiões. Para Josivan, a medida representa uma distorção que precisa ser corrigida.
“Você pode comprar fora do Nordeste, mas vai ser tarifado diferente. Isso é um atraso, que graças a Deus vai acabar”, declarou.
O empresário explicou que boa parte do trigo utilizado pela indústria de panificação chega ao Brasil por meio de importações, principalmente da Argentina, além de Canadá e Estados Unidos. Apesar da expectativa positiva com a reforma, ele ponderou que será necessário acompanhar como as mudanças funcionarão efetivamente na prática.
Desafios da panificação em Campina Grande: da tradição familiar ao apagão de mão de obra
Sobre os preços, Josivan avaliou que o mercado vinha apresentando relativa estabilidade nos últimos meses, mas destacou que a mão de obra continua sendo atualmente um dos principais custos para os empresários do setor.
“Hoje a maior dificuldade do panificador é a mão de obra. O mais caro hoje dentro da sua empresa é a mão de obra”, ressaltou.
Durante a discussão, Norival Monteiro acrescentou que o setor já recebeu sinalizações de novos reajustes no preço do trigo. Segundo ele, há uma projeção de aumento entre 5% e 15% no valor do quilo do produto.
A preocupação é que uma eventual alta seja repassada ao longo da cadeia produtiva e chegue ao consumidor.
“A gente espera que o mercado desacelere e não retrate esse aumento, porque, retratando esse aumento, vai ficar inviável e, com certeza, o pãozinho vai aumentar de preço”, alertou Norival.
Veja também:
Nome engana: bolacha sete capas pode ter mais de 14 camadas e exige refino na produção
Panificadores são alertados sobre uso de substâncias proibidas e riscos da contaminação por glúten
© 2003 - 2026 - ParaibaOnline - Rainha Publicidade e Propaganda Ltda - Todos os direitos reservados.