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Foto: Ascom
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O empreendedorismo sustentável cria soluções viáveis de mercado e atua como agentes de mudança que identificam e exploram oportunidades para promover o desenvolvimento sustentável.
Para alcançar metas ambiciosas de desenvolvimento sustentável, o empreendedorismo sustentável oferece soluções orientadas ao mercado capazes de combater a degradação ambiental e reduzir a injustiça e a desigualdade social (BELZ; BINDER, 2017; BINDER, 2017; FARNY, 2016).
Em 2018, o pesquisador José Austerliano Rodrigues propôs um modelo de sustentabilidade de marketing para grandes indústrias da cidade de Campina Grande – PB.
Segundo Rodrigues e Rodrigues Filho (2018), esse modelo refere-se à integração de benefícios econômicos, ambientais e sociais, associada à cidadania ecológica e ao uso da tecnologia da informação na divulgação do setor industrial.
Atualmente, o aquecimento global e as mudanças climáticas vêm reestruturando diversos setores econômicos, especialmente aqueles que geram impactos significativos sobre o meio ambiente, como as indústrias de confecção e de eletrônicos (Di VAIO et al., 2019).
A gestão dos resíduos têxteis e eletrônicos constitui um desafio em vários países, principalmente em razão do aumento contínuo da geração desses resíduos. Esse crescimento está associado aos rápidos avanços tecnológicos, ao crescimento populacional, à urbanização e aos padrões de consumo insustentável (ABOELMAGED, 2020).
Esses resíduos são provenientes de diversas fontes, incluindo indústrias, órgãos governamentais e residências. As indústrias de confecção e de tecnologia da informação contribuem significativamente para o aumento do fluxo de resíduos têxteis e eletrônicos.
Além disso, o consumo crescente de eletrônicos e de vestuário intensifica a produção desses materiais. Tanto organização privadas quanto públicas dependem fortemente de produtos têxteis e de equipamentos eletroeletrônicos para o desenvolvimento de suas atividades (ISLAM et al., 2020).
Nesse contexto, o Instituto do Meio Ambiente de Pernambuco (IMOA) atua como agente de transformação social e ambiental, aplicando na prática os princípios do empreendedorismo sustentável.
Entre seus objetivos estão a capacitação de famílias para geração de renda por meio do beneficiamento e reaproveitamento de resíduos de malhas gerados nas cidades de Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Caruaru, bem como o incentivo a outras formas de utilização desses resíduos.
Assim sendo, o setor industrial e o poder público devem investir mais na implementação do modelo de sustentabilidade de marketing e no fortalecimento de empreendimentos sustentáveis no Agreste Pernambucano, especialmente nas áreas de moda sustentável e de reaproveitamento dos resíduos, conforme afirma o pesquisador e professor José Austerliano Rodrigues.
Desta maneira, o manuseio de resíduos eletrônicos e têxteis deve ser realizado de forma sustentável, visando reduzir sua deposição em aterros sanitários e minimizar os impactos ambientais decorrentes de sua destinação inadequada.
Além disso, essas ações são capazes de combater a degradação ambiental e reduzir a injustiça e a desigualdade social.
José Austerliano Rodrigues é administrador e especialista sênior em sustentabilidade para organizações de diversos setores, além de docente em Empreendedorismo Sustentável e Gestão da Sustentabilidade em Marketing. Possui doutorado em Sustentabilidade de Marketing pela UFRJ. E-mail: [email protected]. Instagram: @joseausterliano
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