O que você procura?

Fechar

Arimatéa Souza

O Brasil dá outra chance a Lula

Arimatéa Souza
Publicado em 26 de outubro de 2026 às 0:05

Na hora do voto

Presidente Lula: “Estamos disputando essas eleições com um cidadão chamado ‘Mentira’. Ele não é capaz de dizer uma verdade em momento algum. As coisas mais elementares, em que ele poderia dizer a verdade, ele não diz. Ele tem uma preferência por mentir. Por isso, eu acho que o povo não vai eleger um mentiroso”.

Flavio: “Muito feliz com a campanha desse segundo turno, uma campanha alegre e limpa. Chegou a hora da mudança, o Brasil não aguenta mais, a vida de todo mundo piorou”.

Pacificação

“É preciso primeiro pacificar o país. Tenho pregado isso desde sempre. A gente precisa fazer uma conciliação nacional e restabelecer as relações institucionais entre os poderes. Quem vencer vai vencer tem essa obrigação, esse dever cívico. Seria muito difícil para o país continuar com esse clima conflagrado”, comentou o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) nas “bissextas” entrevistas que ele permite conceder – normalmente nos dias de eleição, na porta do local onde vota em Campina Grande.

Ensinamento

Ainda conforme Aguinaldo, “cabe a quem ganhar, saber ganhar, isso é fundamental. A derrota é uma grande professora, ensina muito bem. A vitória, às vezes, nem tanto. É preciso que quem ganhar seja um bom ganhador e possa olhar para o país”.

“Momento de mudança”

De sua parte, o prefeito campinense Bruno Cunha Lima externou que “acredito muito fortemente numa vitória expressiva do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).

Mas, ressalvou que “no final de tudo, independente de quem for eleito, o Brasil precisa estar unido para a governabilidade. É necessária a compreensão de todo mundo”.

“É um momento de mudança, independente do ganhador”, arrematou o prefeito.

Perigo iminente

“Mais uma eleição com os extremos existindo”, atesou a senadora Daniella Ribeiro (PP), durante entrevista neste domingo.

A senadora sublinhou que “temos que respeitar o resultado. A nossa democracia está em perigo, com o (possível) retorno do bolsonarismo. Estamos aqui porque o 8 de janeiro (de 2023, data da tentativa de golpe de estado)) não foi completado”.

Em campanha

Mesmo não reeleita, Daniella informou que está defendendo a reeleição do senador Davi Alcolumbre (União-AP) para a presidência do Senado.

O detalhe

Daniella adiantou que o senador eleito João Azevedo (PSB) já esteve com Davi e sinalizou apoio para a recondução do atual presidente do Senado.

Sem correr riscos

“Nós não podemos colocar em xeque ou com iminentes riscos o Brasil e toda a sua população”, afirmou o senador Veneziano Vital (MDB), ao votar ontem em Campina Grande.

Ele frisou que “houve um levante cívico da população brasileira, grande parte da população entendendo dos riscos que milhões de brasileiros correriam”.

Despertar

Na hora do voto, o senador eleito João Azevedo (PSB) disse que no segundo turno havia “uma escolha muito mais fácil de ser feita”.

“O Brasil do primeiro para o segundo turno verdadeiramente acordou. Eu estava com saudade de observar os estudantes e o povo na rua, puxando para si a responsabilidade de conduzir os destinos do país. E isto aconteceu nos últimos dias. Dizendo não radicalismo, ao extremismo e ao negacionismo”, emendou Azevedo.

“Virar a chave”

O senador Efraim Filho (PL) avaliou, quando votou em João Pessoa, que “o clima é de vitória. Vimos o Brasil se mobilizando nessa reta final. Campina Grande e João Pessoa fizeram eventos extraordinários. O favoritismo já vem do 1º turno, nós surpreendemos as pesquisas. O Brasil precisa virar a chave”.

Nunca antes

“Realmente, eu nunca vi uma eleição tão dividida desse jeito. O país está literalmente dividido. Hoje, ninguém sabe quem é que ganha”, observou o deputado federal Damião Feliciano (União-PB).

Cético, ele prognosticou que “o acirramento vai se prolongar, independente do vencedor. Vamos ter que passar por esse processo. Teremos, em determinado momento, de recompor as forças”.

“Do lado certo”

“A certeza de que eu estou no lado certo”, verbalizou o governador (reeleito) Lucas Ribeiro (PP), ao votar em Campina Grande.

“Eu fiz o meu papel enquanto político, enquanto pessoa que, em um momento como esse no país, não pode ficar em cima do muro. A gente tem que ter posição (…) Feio mesmo é ficar em cima do muro”, declarou Lucas, frisando que seu apoio também representa o reconhecimento à parceria com o governo federal e aos investimentos realizados na Paraíba.

Sem comparação

O cidadão Luiz Inácio Lula da Silva tem uma trajetória singular neste país. Diria difícil de ser repetida, mesmo adentrando na temeridade de mirar o futuro.

Além de ter se credenciado ontem para o quarto mandato como presidente do Brasil, ele quebrou a tradição da inexistência de “viradas” eleitorais no segundo turno da sucessão presidencial após o período da redemocratização.

Recados

Mas a “suada” vitória obtida neste domingo, ao cabo de promessas desmedidas e de concessões ilimitadas, comporta lições que o reeleito presidente não pode perder de vista, sob pena de macular o mandato de despedida de sua vida como homem público.

Reprovação

O aperto enfrentado pelo petista demonstrou claramente que uma fatia expressiva do país reprovou opções governamentais, condutas de integrantes da equipe de governo, sinalizações que agudizaram o latente sentimento “antilula/antiPT”.

Empáfia

Muito há o que ser dito sobre o pleito concluído neste domingo. De passagem, cito a soberba do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), que após surpreender e vencer no turno inicial, se permitiu considerar (juntamente com o seu entorno) presidente eleito e, por vários dias, no começo da campanha no segundo turno, priorizou na sua agenda de campanha a composição de sua (possível) gestão.

Êxito estratégico

Muito provavelmente, o deputado André Janones (Rede-MG) receberá o maior crédito pela estratégia dessa virada histórica do presidente petista.

E, diga-se de passagem, os seus méritos no universo virtual são inegáveis.

Caminho de volta

É dito sabiamente, no mundo político, que a vitória tem “muitos pais” e que a derrota normalmente é “órfã”.

Mas, nessa primeira edição após o 2º turno, quero ressaltar um movimento que considero fundamental para a “guinada lulista”: segmentos organizados da sociedade civil redescobriram as ruas após o resultado do 1º turno, notadamente a estudantada.

De fora para dentro

A incredulidade e o atordoamento do presidente Lula e de seus aliados, logo após o insucesso no 1º turno, se depararam com uma reação inesperada que se organizou à margem da engrenagem da campanha, somando, à identificação com a história de Lula, principalmente o temor do que consideravam um imenso retrocesso político para o Brasil, que seria o regresso ao poder da família Bolsonaro.

Corda esticada

Estará à espera de Lula, no começo do ano que vem, um Congresso Nacional ainda mais indócil à sua gestão do que o atual, notadamente a robusta maioria que a oposição terá no plenário do Senado.

Novamente, o Congresso tentará encurralar um Executivo que contará com uma maioria parlamentar limitada, amplificando o já existente “semipresidencialismo congressual”.

“Agora é Lula”

Para concluir por hoje, é preciso acentuar que outra vez a maioria do povo brasileiro, especialmente a região natal do presidente (Nordeste) foi condescendente com o conterrâneo Lula, renovou a aposta e a crença de que ele poderá corrigir equívocos e omissões funcionais.

Do alto dos seus 80 anos, o calendário indica ao presidente reeleito que a reedição de erros significaria macular definitivamente a sua biografia.

Lula terá quatro anos para escolher como deseja modelar para a história o seu coroamento na vida pública nacional.

 

Lula tem nove dedos. Mas parece ter também “sete vidas”…

Valorize o jornalismo profissional e compartilhe informação de qualidade!

Veja também

ParaibaOnline

© 2003 - 2026 - ParaibaOnline - Rainha Publicidade e Propaganda Ltda - Todos os direitos reservados.

ParaibaOnline | Notícias de João Pessoa e Campina Grande Sra. Caixas | Caixas de papelão em Campina Grande Eticar Baterias | Baterias para Carros e Motos em Campina Grande e João Pessoa Sindilojas Campina Grande Sincopeças Paraíba Edmaq Equipamentos | Equipamentos paras Bares e Restaurantes em Campina Grande VLD DIstribuidora e Varejista de Peças para Caminhões Volvo na Paraíba Voldiesel Paraíba | Truck Center especializado em Caminhões Volvo na Paraíba Stancanelli Transportes | Transportadora de Cargas de São Paulo para toda a Paraíba Victor Rodrigues Negócios Digitais | Consultoria para empresas que querem vender no digital BeeCube Tecnologia e Publicidade | Presença Digital, Google, SEO e Site Arimatéa Souza | Coluna Aparte, comentários e bastidores da política da Paraíba ParaibaOnline | Notícias de João Pessoa e Campina Grande Eticar Baterias | Baterias para Carros e Motos em Campina Grande e João Pessoa Joseane Muniz Brandão | Empresária e Presidente do Sincopeças Paraíba Sincopeças Paraíba Edmaq Equipamentos | Equipamentos paras Bares e Restaurantes em Campina Grande VLD DIstribuidora e Varejista de Peças para Caminhões Volvo na Paraíba Voldiesel Paraíba | Oficina especializada em Caminhões Volvo na Paraíba