Câmara Federal apronta. Novamente
“Claro que eu não me arrependo”.
A expressão foi verbalizada pelo ex-governador João Azevedo (PSB), candidato ao Senado, ao responder ontem, no telejornal Bom dia Paraíba, nas TVs Cabo Branco e Paraíba, se havia se arrependido de não ter afastado dos cargos os ex-secretários Tibério Limeira e Pollyanna Werton, acusados pelo Ministério Púbico da Paraíba no escândalo do hospital filantrópico Padre Zé, em João Pessoa, razão pela qual os dois ex-auxiliares se encontram com as contas bancárias bloqueadas.
Sem gravidade
João ponderou que o Ministério Público fez uma investigação em dezembro de 2025, encaminhou à Justiça, “não pediu o afastamento de nenhum secretário, que poderia ter pedido se houvesse gravidade no fato que foi denunciado. E o Tribunal de Justiça só acatou em maio (último), quando eu já nem era governador, nem tampouco os secretários estavam mais, porque se desincompatibilizaram para ser candidatos”.
“Presunção de inocência”
O ex-governador acrescentou que “não há o menor problema com relação a isso, até porque não havia absolutamente nenhum tipo, nem de julgamento, nem formalização de processo. O mínimo que alguém merece é a presunção de inocência. Se não há sequer defesa feita, se não há absolutamente nenhum documento que permitisse que os secretários fossem solicitados a apresentar defesa, eu acho um equívoco”.
Postura política
Azevedo também refutou a pecha de que não tem habilidade política: “Fazer política pra mim é atender demandas da sociedade e fazer entregas reais”.
“Não terei a mínima dificuldade para exercer o papel de senador”, assegurou.
Sinal de alerta
Nota publicada no jornal O Globo: “As mensagens que vieram à tona citando Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues podem ter sido só um aperitivo”.
Da boca de…
“… As pessoas estão perdendo a esperança com o país…” (Fernando Gabeira, jornalista e escritor).
Intensivão
A presidência do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba pautou para a sessão ordinária desta sexta-feira a apreciação de 21 pedidos de registro de candidatura, entre os quais a continuidade do julgamento atinente ao ex-prefeito Cícero Lucena (MDB).
Pista livre
Após ter conseguido “desidratar” a candidatura do vereador (atualmente licenciado) Luciano Breno (Avante), o vereador-presidente da Câmara Municipal de Campina Grande, Saulo Germano (Podemos), pretende realizar no dia 1º de outubro a eleição para a mesa diretora do biênio2027/2028.
Saulo vai tentar a reeleição, provavelmente sem disputa.
Piscar de olhos
Durou 14 minutos a sessão ordinária de ontem do Poder Legislativo de Campina Grande.
Da boca de…
“… Se o presidente do Senado ignorar, mais uma vez, o pedido de investigação de um ministro do Supremo Tribunal Federal, eu vou levantar uma campanha de pedido de impeachment do presidente do Senado (Davi Alcolumbre)…” (senador Carlos Viana – PSD/MG).
Sensores ativados
O simples anúncio de que a grande maioria das casas legislativas pelo Brasil realizará “esforços concentrados” já provoca antecipadamente “calafrios” em segmentos da sociedade civil, pelo fato de – via de regra – as votações “a toque de caixa” servirem para aprovações açodadas, pouco transparentes e comumente em desfavor dos recursos públicos.
Nova rodada
Novamente ontem, a Câmara Federal presidida pelo paraibano Hugo Motta (Republicanos) promoveu um “esforço concentrado”, sob o argumento de liberar os parlamentares para o processo eleitoral.
Sempre as emendas…
Pois bem, foi aprovado um projeto de lei que destrava um programa de R$ 5 bilhões para data centers.
Nesse projeto foi incluído um “jabuti” que altera a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) e visa facilitar o repasse de emendas parlamentares para 90% dos municípios brasileiros.
Mentor
O tal “jabuti” foi inserido pelo deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL) “e afrouxa o dispositivo legal que exige das prefeituras o pagamento em dia de obrigações com o ente transferidor (neste caso, a União) e a prestação de contas de recursos recebidos em anos anteriores”, conforme reportagem do jornal Folha de São Paulo.
Quase todos
Conforme o texto aprovado, municípios com até 65 mil habitantes ficariam dispensados dessas exigências.
As estimativas populacionais divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) neste ano mostram que isso alcançaria 5.042 municípios, ou 90,5% do total.
Tradução
“Jabuti” – explicando – é a expressão usada para um dispositivo colocado em um projeto de lei que não tem nenhuma relação direta com o conteúdo original da proposta.
Também foi “enxertada” no texto aprovado a desoneração de resseguradoras locais.
Além disso, o deputado também incluiu um trecho sobre o “regime tributário para áreas de livre comércio”, que visa destravar a instalação de uma área de benefícios comerciais no Amapá, estado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
“Diversos lobbys estão tentando pegar carona no projeto”, registrou a “Folha”.
Suprema vergonha…