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*Vídeo: ParaibaOnline
A enfermeira e coordenadora geral assistencial do Hospital Unimed, Roberta Raphaela Loureiro Fraga, manifestou preocupação com a expansão dos cursos de Enfermagem na modalidade de ensino a distância (EAD).
Em entrevista à Rádio Caturité FM, ela destacou que a formação de enfermeiros exige uma base teórica sólida, aliada à vivência prática constante, indispensável para garantir a qualidade da assistência prestada aos pacientes.
Segundo Raphaela, a enfermagem é uma profissão que demanda preparação técnica consistente desde a graduação. Como exemplo, ela citou sua experiência acadêmica na Universidade Estadual da Paraíba, onde cursou uma formação em período integral, permitindo contato contínuo com atividades teóricas e práticas ao longo da graduação.
“Quando a gente sai da universidade, sai com a sensação de estar pronta para o mercado de trabalho. Já quem realiza uma formação totalmente a distância não tem acesso à mesma robustez de ferramentas, professores de referência e experiências práticas fundamentais para o exercício da profissão”, afirmou.
A coordenadora ressaltou que o cuidado em saúde não pode ser aprendido apenas por meio de conteúdos virtuais. Para ela, a execução de procedimentos exige treinamento presencial, supervisão e contato direto com pacientes.
“A enfermagem precisa vivenciar práticas. A execução dos cuidados exige uma mão treinada. Não dá para aprender isso a distância. Nós cuidamos de pessoas e esse cuidado precisa ser real, próximo, físico e baseado em relações humanas”, destacou.
Raphaela explicou que a preocupação não está voltada aos profissionais formados, mas sim à qualidade do processo de formação.
Segundo ela, é necessário assegurar que os futuros enfermeiros desenvolvam competências técnicas e humanas compatíveis com as exigências da profissão.
Ela também chamou atenção para cursos de especialização que abordam áreas essencialmente práticas, como a Enfermagem Obstétrica.
Na avaliação da coordenadora, mesmo em cursos presenciais, é indispensável que os estudantes tenham acesso a estágios e experiências reais de assistência.
“Não é possível afirmar que uma paciente está com dez centímetros de dilatação se o profissional nunca realizou um exame prático. Existem habilidades que só são desenvolvidas por meio da experiência direta com os pacientes”, exemplificou.
Ao final da entrevista, Raphaela reforçou que a Enfermagem é uma profissão essencialmente prática e que a formação dos futuros profissionais deve priorizar experiências concretas de cuidado, garantindo segurança aos pacientes e qualidade nos serviços de saúde.
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