Paraíba

Colunista homenageia ex-diretor da Rádio Caturité

Da Redação
Publicado em 26 de fevereiro de 2024 às 22:28

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Foto: Paraiba Online / Arte

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Ao falar no adeus deste final de semana, a dor fica mais próxima e inoculada de muitas recordações. 

Hugo Alves de Lima, que por muitos anos foi diretor técnico da Rádio Caturité de Campina Grande, é o que se pode dizer de um homem singular, no trato com as pessoas e no pai e marido exemplar que sempre foi. 

Por essas coisas insondáveis da vida, há algumas semanas Hugo resolveu visitar os transmissores da ´Caturité´, mesmo já estando aposentado há um bom tempo.

No percurso de volta, sentiu-se mal e foi levado para o hospital, de onde foi chamado à presença de Deus. 

Hugo era um exímio técnico em radiofonia. Quando preciso, montava e desmontava TODOS os equipamentos da emissora como quem brincava sabiamente com um ´cubo mágico´.

Ele foi uma das pessoas mais cultas que tive a oportunidade de conhecer pessoalmente. Transitava com propriedade – e com profundidade – por inumeráveis temas. Era um apreciador da literatura e da música.

Aliava esse conhecimento ´enciclopédico´ à irreverência, apesar da (até paradoxal) introspecção.

Banhada pela viuvez, sua inseparável esposa Mércia proclamou aos presentes à despedida que Hugo foi “o grande amor da minha vida”.

Apesar da dor – sentimento que com o passar do tempo é rebatizado como saudade -, Mércia verbalizou uma frase em forma de mandamento: “O amor é a coisa mais valiosa que se tem na vida”.

Ela foi além e se despediu ´do amor de sua vida´ recitando a música ´Amo-te Muito´, consagrada na inesquecível voz da cantora Nara Leão.

São com estes versos que encerro esta edição de Aparte.  

“Amo-te muito/ Como as flores amam/ O frio orvalho que, infinito, chora/ Amo-te como o sabiá-da-praia/ Ama a sanguínea deslumbrante aurora/ Ó não te esqueças que eu te amo assim/ Ó não te esqueças nunca mais de mim.

“Amo-te muito/ Como a onda à praia/ E a praia à onda que a vem beijar/ Amo-te como a branca pérola/ Ama as entranhas do infinito mar/ Ó não te esqueças que eu te amo assim/ Ó não te esqueças nunca mais de mim”.

*notas da coluna Aparte, assinada pelo jornalista Arimatéa Souza.

Para ler a edição completa desta segunda-feira, acesse aqui:

Aparte: o ocaso das palavras (paraibaonline.com.br)  

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