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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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Entender como um candidato é eleito mesmo tendo menos votos que outro passa por uma regra que muita gente ainda desconhece: o sistema proporcional.
No quadro semanal “Português Nosso de Cada Dia”, da Rádio Caturité FM, o professor Golbery Rodrigues explicou o funcionamento do quociente eleitoral e sua importância nas eleições para vereadores e deputados.
Segundo o professor, as eleições brasileiras não seguem todas o mesmo modelo. Para presidente, governador, prefeito e senador, é utilizado o sistema majoritário, no qual a eleição considera a votação obtida para o cargo. Já para vereador, deputado estadual, deputado distrital e deputado federal, aplica-se o sistema proporcional.
O quociente eleitoral é calculado, de forma simplificada, dividindo-se o número de votos válidos de uma eleição pela quantidade de vagas disponíveis.
Para exemplificar, o professor imaginou uma cidade que tenha registrado 100 mil votos válidos para vereador e disponha de 20 vagas na Câmara Municipal. Nesse caso, a divisão resulta em 5 mil, que seria o quociente eleitoral.
Mas, como destacou Golbery, os votos não são considerados apenas individualmente para cada candidato. No sistema proporcional, o desempenho do partido ou da federação também influencia a distribuição das vagas.
“Nas eleições proporcionais nós não elegemos candidatos de maneira completamente isolada. O desempenho do partido ou da federação também entra nesta conta”, afirmou.
É justamente essa característica que ajuda a explicar situações em que um candidato com menos votos individuais consegue uma vaga, enquanto outro, com votação maior, não é eleito. Isso acontece porque a distribuição das cadeiras segue regras próprias do sistema proporcional, nas quais a votação dos partidos e federações também é considerada.

Foto: ParaibaOnline/Arquivo
O professor ressaltou ainda que atingir o quociente eleitoral não significa, por si só, garantir uma vaga. A legislação prevê outras regras para a distribuição das cadeiras, incluindo requisitos relacionados ao desempenho individual dos candidatos.
“O importante é saber que o quociente eleitoral é uma peça fundamental da engrenagem, mas não explica sozinho todo o resultado”, destacou Golbery.
Para ele, compreender essas regras ajuda o eleitor a enxergar de maneira mais clara como seu voto participa da formação das câmaras municipais e das assembleias legislativas, além da Câmara dos Deputados.
“Nas eleições proporcionais, conhecer apenas o número de votos de um candidato não conta toda a história. Para entender quem conquistou a cadeira, precisamos compreender também como esses votos se transformam em vagas”, concluiu.
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