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Foto: ParaibaOnline
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As mudanças climáticas deixaram de ser uma discussão distante e já interferem diretamente no cotidiano da população, na disponibilidade de água e na produção de alimentos.
O alerta foi feito pela pesquisadora Dilma Trovão, do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), durante entrevista à Rádio Caturité FM.
Segundo a pesquisadora, mudanças no clima sempre ocorreram de forma natural ao longo da história da Terra, com períodos de eras glaciais e interglaciais. O problema atual, porém, está na velocidade com que o aquecimento vem acontecendo, principalmente após a Revolução Industrial.
“Nós estamos acelerando o processo de aquecimento. Nós estamos queimando etapas. O que levaria milhares, milhões de anos, nós estamos acelerando para um intervalo muito pequeno”, explicou.
Dilma destacou que a ação humana tem papel significativo nesse processo e afirmou que negar as mudanças climáticas pode trazer consequências graves para a própria humanidade.
Para ela, a preocupação não deve se limitar à preservação de espécies ou de áreas naturais, mas também às condições necessárias para a sobrevivência humana.
A pesquisadora chamou atenção ainda para os impactos sobre a agricultura, especialmente em regiões onde a disponibilidade de água já é um dos principais fatores limitantes para a produção.
Segundo ela, uma das alternativas está em aproveitar espécies e estratégias naturais que já apresentam capacidade de adaptação às condições do Semiárido.
“Existem conjuntos de estratégias funcionais das plantas que poderiam possibilitar uma maior produtividade com maior eficiência no uso de água, que é o nosso fator mais limitante para a produção agrícola”, afirmou.
Para Dilma, falar sobre mudanças climáticas é falar também sobre a disponibilidade de chuvas e de água nos rios, os agentes polinizadores, a produtividade agrícola e as transições ecológica e energética.
“Falar sobre mudanças climáticas é falar sobre o nosso cotidiano. É falar sobre ter chuvas, é falar sobre a ausência de chuvas, é falar sobre a disponibilidade de água nos nossos rios”, ressaltou.
A pesquisadora também explicou a importância da vegetação para o equilíbrio climático e destacou o papel da Amazônia na formação dos chamados rios atmosféricos, responsáveis pelo transporte de umidade para diferentes regiões do país.
Segundo Dilma, essa dinâmica tem relação direta com a produção agrícola brasileira e demonstra como os diferentes ecossistemas estão conectados.
Para ela, compreender essas relações é fundamental para enfrentar os impactos do aquecimento do planeta e buscar formas mais eficientes e sustentáveis de produzir.
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