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Foto: ParaibaOnline
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A cultura popular vai muito além de personagens como Saci e Mula sem Cabeça. No quadro semanal do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), no Jornal da Manhã da Rádio Caturité, a pesquisadora Raquel Assunção destacou a amplitude do folclore e a importância de preservar os saberes e tradições regionais.
Segundo Raquel, o folclore envolve também musicalidade, danças, receitas, ditados populares e diferentes manifestações transmitidas entre gerações. Ela ressaltou ainda a contribuição do cordel, do repente e da embolada para a preservação da cultura nordestina.
Ao comentar o São João de Campina Grande, a pesquisadora afirmou que o evento contribui para manter a cultura viva, mas alertou para a necessidade de preservar a essência das manifestações populares diante da espetacularização e dos interesses comerciais.
“Pensar em São João é pensar, antes de tudo, nas receitas de milho, em fartura, em celebrar a chuva, a colheita, em dividir com os familiares, com os conhecidos, com os desconhecidos também”, explicou.
Raquel também defendeu que festas como o Maior São João do Mundo sejam utilizadas para apresentar ao Brasil e ao mundo aquilo que torna a região única. Para ela, o turista busca cada vez mais experiências autênticas e o contato direto com os costumes locais.
Nesse contexto, a pesquisadora destacou a força da gastronomia regional, citando os derivados do milho, a carne de bode, os leites e queijos, além de frutas como a banana.
Para Raquel, a valorização dos “saberes e sabores” do Semiárido é uma forma de fortalecer a identidade cultural e aquilo que só pode ser encontrado na região.
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