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Foto: ParaibaOnline/Arquivo
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O professor e economista Johnatan Brito analisou os desdobramentos do novo pacote de tarifas anunciado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros durante seu quadro semanal “O Bê-á-bá da Economia“.
Segundo ele, embora a medida represente um novo desafio para o comércio exterior brasileiro, o impacto tende a ser menor do que o observado em episódios anteriores, já que a lista de produtos atingidos é mais restrita.
De acordo com Brito, o governo norte-americano confirmou a aplicação de uma tarifa de 25% sobre determinados produtos brasileiros, reacendendo preocupações em diversos setores da economia. No entanto, ele destacou que itens estratégicos para a balança comercial brasileira, como café, petróleo e celulose, ficaram de fora da nova taxação.
“O governo dos Estados Unidos confirmou, ontem, a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Como discutimos anteriormente, no ano passado enfrentamos medidas semelhantes que geraram preocupações significativas para a economia nacional, com impactos diretos em diversos setores, inclusive na economia paraibana.”
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Durante a análise, o economista explicou que especialistas discutem diferentes fatores que podem ter motivado a decisão americana. Entre as hipóteses, ele citou o avanço do Pix como um dos principais pontos de tensão entre os dois países.
“Uma das vertentes mais sólidas aponta que o descontentamento dos Estados Unidos estaria relacionado ao sucesso do Pix. O nosso modelo de transações financeiras tem gerado incômodo em grandes empresas americanas do setor de pagamentos, como Visa e Mastercard, que perderam espaço no mercado brasileiro com a migração dos consumidores para o pagamento instantâneo. A pressão dessas empresas sobre o governo americano tem sido constante e, diante da postura firme do governo brasileiro, o tarifário surge como um instrumento de pressão política.”
Outro fator apontado por Johnatan Brito é o interesse dos Estados Unidos nas chamadas “terras raras”, minerais considerados estratégicos para a produção de tecnologias avançadas.
Segundo ele, a resistência brasileira em ampliar negociações envolvendo esses recursos também estaria entre os elementos que elevam a tensão diplomática entre os dois países.
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Na avaliação do economista, a resposta do governo brasileiro foi adequada ao defender a soberania nacional tanto sobre o Pix quanto sobre os recursos minerais. Ele destacou ainda que o anúncio da possibilidade de aplicação da Lei da Reciprocidade demonstra que o Brasil pretende responder às medidas adotadas pelos Estados Unidos dentro das regras do comércio internacional.
“Do ponto de vista estratégico, o governo brasileiro tem adotado uma postura assertiva. O Pix é uma tecnologia nacional de sucesso e a soberania sobre nossos recursos naturais é um pilar inegociável. A resposta imediata do Brasil, sinalizando a aplicação da Lei de Reciprocidade, demonstra que o país não pretende ceder a pressões externas.”
Apesar do novo cenário, Johnatan Brito acredita que os efeitos econômicos deverão ser limitados. Segundo ele, a abrangência reduzida da lista de produtos tarifados diminui o potencial de impactos mais profundos sobre a economia brasileira, embora seja necessário acompanhar os próximos desdobramentos das negociações entre os dois países.
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