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Economia
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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O recente terremoto que atingiu a Venezuela serviu de ponto de partida para a discussão do professor Johnatan Brito em mais uma edição do quadro “O Bê-á-Bá da Economia”, veiculado na Rádio Caturité FM.
O economista explicou que, além dos impactos humanos e sociais, tragédias dessa magnitude provocam consequências significativas para a economia e exigem uma resposta rápida do poder público.
Segundo Johnatan, quando um desastre acontece, a população sofre com perdas materiais, interrupção de serviços e dificuldades para retomar a rotina, enquanto a economia local também sente os efeitos da crise.
“Quando acontece algo dessa natureza, a economia se desestabiliza por completo. O povo venezuelano está sofrendo e existe uma necessidade da ação governamental para minimizar os efeitos e tentar recolocar aquela região nos trilhos”, afirmou.
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O professor destacou que situações como essa não são incomuns ao redor do mundo e lembrou que o Brasil também enfrenta frequentemente eventos naturais capazes de causar prejuízos econômicos, como enchentes, alagamentos, deslizamentos e períodos de estiagem.
Para ele, o planejamento dos governos é essencial para que haja recursos disponíveis em momentos de emergência.

Foto: ParaibaOnline/Arquivo
Johnatan também explicou que decretos de calamidade pública permitem maior agilidade na utilização dos recursos públicos, reduzindo temporariamente algumas barreiras burocráticas para que gestores possam atender a população de forma mais rápida.
“Numa situação dessa natureza, a gente não pode ter tanta burocracia. É preciso dar condições para que o gestor tenha acesso aos recursos e consiga agir com mais rapidez”, explicou.
Ao concluir a análise, o economista ressaltou que os impactos econômicos de uma catástrofe só podem ser medidos com precisão após o controle da situação, quando é possível avaliar os prejuízos causados à atividade econômica, ao emprego e à renda da população.
“Por mais que seja um tema humanitário, ele também gera efeitos econômicos muito fortes. Por isso, a organização da economia e o planejamento público são fundamentais para enfrentar momentos de crise”, concluiu.
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