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Economia
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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*Vídeo: ParaibaOnline
O aumento da população idosa e o crescimento da contratação de planos de saúde tornam cada vez mais importante o debate sobre os direitos dos consumidores na saúde suplementar.
Durante o III Seminário do Procon de Campina Grande, o advogado Thiago Loyola destacou os principais desafios enfrentados pelos usuários de planos de saúde, especialmente diante de negativas consideradas abusivas por parte das operadoras.
Segundo o especialista, mais de 53 milhões de brasileiros possuem plano de saúde e muitos enfrentam recusas injustificadas para a realização de procedimentos e tratamentos prescritos pelos médicos.
Loyola explicou que um dos principais temas abordados durante sua palestra foi o conceito de hipervulnerabilidade, situação em que o consumidor já se encontra fragilizado devido ao agravamento de uma doença ou à própria condição de saúde, tornando-se ainda mais suscetível a práticas abusivas.
“O consumidor, nesse momento, está em uma condição de extrema exposição. Muitas vezes, tratamentos eficazes, necessários e devidamente indicados pelos médicos são negados sem justificativa, apenas com o objetivo de reduzir custos e aumentar o lucro das operadoras”, afirmou.
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O advogado também ressaltou que a saúde não pode ser tratada apenas como um produto comercial e defendeu um olhar jurídico mais rigoroso para proteger os consumidores diante dessas situações.
Para ele, a união entre o poder público e a iniciativa privada é essencial para ampliar o acesso à informação e fortalecer a defesa dos direitos dos cidadãos.
“É fundamental conscientizar as pessoas sobre seus direitos e mostrar que, quando o sistema atua de forma integrada, é possível combater abusos que afetam contratos tão essenciais quanto os de assistência à saúde”, destacou.
Ao encerrar sua participação, Thiago Loyola reforçou que o envelhecimento da população torna os planos de saúde ainda mais relevantes e que conhecer os próprios direitos é a principal ferramenta para evitar prejuízos.
“O consumidor bem informado dificilmente será prejudicado. É preciso saber identificar os abusos, conhecer os órgãos de defesa do consumidor e buscar a proteção jurídica sempre que necessário”, concluiu.
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