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Foto: Fellipe Sampaio /STF
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O ministro André Mendonça disse durante a sessão desta terça-feira (15) que recebe advogados “de todas as partes”, mas não trata de delação.
“A única coisa que eu sempre disse é que se tiver uma delação, eu vou analisar os critérios”, declarou.
Mais cedo, Alexandre de Moraes acusou o colega de ter pedido, durante reunião com a Polícia Federal, que ele fosse incluído em um acordo de colaboração premiada de Daniel Vorcaro.
Mendonça deu a declaração após Gilmar Mendes dizer que ele teria afirmado que recebe advogados para “conduzir as delações”.
“Eu nunca disse isso. Não ponha palavras na minha boca”, respondeu.
Comentando o debate que qualificou “vernacular” acerca do rito da sessão que pode abrir ou não investigação sobre Alexandre de Moraes, o ministro Gilmar Mendes sacou um clássico de seu repertório: “Eine grosse Konfusion”.
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“Uma grande confusão”, no alemão a gosto de Mendes, que estudou na país europeu e sempre remete ao Judiciário teutônico em suas falas. O termo, tratado de forma folclórica em Brasília, já chegou até a acórdão de julgamento do Supremo.
No caso desta terça-feira (15), ele falava em defesa de sua questão de ordem pedindo a unificação dos julgamentos do caso de Moraes e de André Mendonça.
O presidente da corte, Edson Fachin, ainda retrucou e disse que confusão era a situação antes de ele intervir na crise, retirando de Mendonça a relatoria do caso do Banco Master e Moraes, do inquérito das fake news.
Semântica à parte, neste trecho da discussão o clima ainda está bem mais cordial e técnico, em oposição à gritaria da primeira parte da sessão.
*folhapress/ISADORA ALBERNAZ E IGOR GIELOW
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