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Enfermeira paliativista com mais de 10 anos de experiência na área da saúde. Especialista em cuidados paliativos, atua na promoção de um cuidado humanizado, integral e compassivo. É referência na Paraíba por sua atuação sensível e transformadora junto a pacientes e famílias.
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Quando uma família precisa de atendimento domiciliar, existe uma decisão que merece muito mais atenção do que normalmente recebe: quem será o profissional responsável por cuidar daquela pessoa?
No ambiente hospitalar, existe toda uma estrutura institucional ao redor do paciente. No domicílio, o profissional atravessa a porta da casa e passa a fazer parte, ainda que temporariamente, da intimidade daquela família.
Por isso, escolher quem cuida não pode ser uma decisão baseada apenas em disponibilidade.
É preciso buscar formação, experiência, responsabilidade e capacidade técnica. Mas, depois de mais de dez anos trabalhando com atendimento domiciliar, aprendi que existe outro elemento igualmente importante: a maneira como esse profissional enxerga a pessoa que está diante dele.
Porque não estamos cuidando apenas de um diagnóstico.
Estamos diante de alguém que tem história, hábitos, preferências, medos, vínculos e uma família que também precisa ser orientada e acolhida.
Um profissional preparado sabe executar procedimentos. Um profissional verdadeiramente comprometido também observa, escuta, antecipa necessidades, reconhece riscos e entende seus próprios limites.
Há situações em que uma pequena mudança percebida durante o atendimento pode indicar a necessidade de uma avaliação. Há momentos em que orientar corretamente um familiar evita insegurança e erros. E há situações em que a melhor decisão profissional é reconhecer que aquele cuidado precisa de outro suporte.
Tudo isso exige conhecimento.
Mas exige também responsabilidade.
Ao longo desses anos, uma certeza ficou cada vez mais forte para mim: cuidar de alguém dentro de sua própria casa é receber uma confiança enorme.
E confiança precisa ser correspondida com competência, respeito e compromisso.
Quando uma família abre a porta de casa para um profissional de saúde, ela está entregando algo precioso: o cuidado de alguém que ama.
Por isso, antes de escolher quem vai cuidar, procure saber quem é, qual é sua formação, sua experiência e, principalmente, como essa pessoa compreende o significado de cuidar.
Atenção: Os artigos publicados no ParaibaOnline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo ao exercício da pluralidade de opiniões.
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