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Comentarista esportivo.
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É comum a maioria dos jornalistas esportivos mudarem de opinião da água pro vinho. As projeções normalmente são fantasiosas. Mas o day after nunca sinaliza um “mea culpa”. O momento mais sensível dos destemperos é a Copa do Mundo. Às vésperas, jogadores e treinadores da seleção brasileira são endeusados. E quando o resultado não surge, herói vira vilão, milhão vira tostão, num estalar de dedos.
O italiano Ancelotti, até a desclassificação contra a Noruega, não tinha defeito algum. Entretanto, após a eliminação, as críticas ao seu trabalho já viraram lugar comum. E as queixas são variadas: Convocou “ex-jogadores” em atividade. Não tem plano tático de jogo. Deu a bola pro adversário e por aí vai.
“Falando francamente”, como diria o saudoso radialista Edmilson Antônio, o mister “sacou” de que a nossa safra atual de jogadores tem boa qualidade apenas no ataque. Já defesa e meio campo não estão no mesmo nível. Logo, a exemplo do que fez no Real Madri, fragilizado com as perdas de Modric e Toni Kroos, passou a dar a bola pro adversário pra surpreendê-lo no contra-ataque. Essa tática deu certo contra o poderoso Manchester City, só não deu certo contra a Noruega porque Bruno perdeu pênalti, Vini e Endrick perderam chances claras de gol. Tudo isso bem antes do “cometa” entrar em ação.
É bom lembrar de que só ganhamos Copa do Mundo quando tivemos pelo menos três ou quatro jogadores fora de série no time. Pelé, Garrincha, Didi, Gerson, Jairzinho, Rivelino, Romário, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho por exemplo, participaram desse ciclo. E também já perdemos em 1950 quando tínhamos craques como Ademir Menezes, Baltazar, Zizinho e Jair da Rosa Pinto. E em 1982 com Zico, Falcão, Junior e Sócrates.
Lamentar porque perdemos essa copa é “conversa mole pra boi dormir”. No máximo passaríamos pela Noruega. Nosso único craque nos últimos 15 anos foi Neymar. E esse, nunca quis cuidar do DOM QUE DEUS LHE DEU.
Atenção: Os artigos publicados no ParaibaOnline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo ao exercício da pluralidade de opiniões.
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