PT/CG ignora instâncias e toma posição
Fora da curva?
Pesquisa publicada dias atrás pela MDA/CNT (Confederação Nacional dos Transportes), sobre a sucessão presidencial passou sem destaque nos grandes jornais do país.
Conforme a pesquisa, Lula tem 39,2% das intenções de voto no primeiro turno, contra 30,2% de Flávio Bolsonaro (PL).
Ronaldo Caiado (PSD) tem 4,6%, Romeu Zema (Novo) soma 3,3%, Renan Santos (Missão) fica com 1,8% e Aldo Rebelo (DC) tem 1,5%.
Foram ouvidas 2.002 pessoas entre os dias 8 e 12 de abril. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.
O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-02847/2026.
Entrevista do barulho
Propaga-se nas redes sociais, ao longo dos últimos dias, uma entrevista dada pelo ex-governador Ricardo Coutinho (PT) num podcast pessoense (Ninja), na qual ele fez revelações sobre um acordo que teria sido feito envolvendo o seu sucessor, João Azevedo, e integrantes do Ministério Público, no sentido de incriminar o petista.
As declarações de Ricardo são um encadeamento de mágoas e de decepções com o seu antigo aliado e auxiliar. Confira alguns trechos.
Se…
“Se eu soubesse que ele (João Azevedo) seria tão fraco, tão descumpridor de compromissos, tão manipulador, ele não teria sido indicado; teria sido outro e ninguém nem notaria a falta, porque ele (João), na verdade, não se elegeria vereador em João Pessoa.
Além da política
“O que eu estou falando não é uma divergência política, de presença política. Eu já tive com muitos e depois nós nos recompusemos. É absolutamente normal, eu não reclamo, faz parte do jogo.
“Sem caráter”
“Agora, você tentar construir mentiras para se salvar em relação a uma outra pessoa, no caso eu, que deu vida a ele (João), porque ele não tinha vida na política, absolutamente nenhuma. Isso não é coisa de gente com caráter, isso é coisa de gente que não tem caráter.
Documentos
“Eu tenho as provas concretas disso, de que ele tentou, daquilo que chegou nas minhas mãos (…) Eu fui perseguido, injuriado, caluniado, eu fui tudo. Eu estou ganhando agora, porque são tão absurdas as coisas que não têm materialidade.
Só narrativas
“Talvez eu seja o único caso no Brasil inteiro onde não pediram a quebra do meu sigilo bancário e fiscal (…) Não tem um superfaturamento, não tem um enriquecimento ilícito (…) Tem uma narrativa de meia dúzia de promotores, articulados com a Procuradoria Geral, que começaram a caçar pelo Brasil inteiro quem foi contra o golpe, quem denunciou a (operação) Lava Jato.
Efeitos prolongados
“Os caras deram um golpe. Os caras tiraram uma presidente (Dilma Rousseff) sem crime de responsabilidade para mudar o programa econômico (…) Uma crise violentíssima, que até hoje sofremos os efeitos da dela.
“Acordo secreto”
“E esse cidadão (João Azevedo), com culpa no cartório, diferentemente de mim, ele com culpa no cartório; ele simplesmente fez um acordo secreto. Eu nunca vi um investigador se reunir secretamente com um investigado. E se reuniu em Brasília, no Hotel Meliá, apartamento 414. Eu estava em Brasília, eu sei disso.
Incriminação
“Tanto é que ninguém tem coragem de me desdizer. Não tem um promotor que tenha coragem de dizer isso, nem ele. Ele (João) não tem coragem de dizer que eu estou mentindo. Então ele faz um acordo e o acordo era: tu (João) fica livre, agora vamos tentar incriminar Ricardo.
Armação
“Ele (João) contratou um OS (organização social) pro (hospital de) Trauma. Baixou o preço para dizer que havia um superfaturamento. Seis meses depois essa OS que ele contratou, ao ele fazer a licitação que duraria dois anos, o que é que acontece?
Defasagem
“Essa OS que ele contratou manda uma carta dizendo: ´Olha, eu não vou participar da concorrência porque como o governo sabe, como o governo é sabedor, esse valor está subavaliado em (R$) 4 milhões.
Em cima do muro
“Vou dizer mais: esse acordo passou para o Aguinaldo (Ribeiro) e passou pelo Bolsonaro. Por isso que ele (João) nunca criticou Bolsonaro. Como é que você está no meio de uma guerra dessa, tem uma tentativa de golpe, e você não se posiciona, seja para apoiar, seja para ser contra.
“Estava nas mãos”
“Ele (João) calou-se. Como é que você se cala? Você é uma autoridade. Como é que você se cala? Por que você se cala? Porque estava nas mãos. Compreendeu? Comigo jamais isso aconteceria. Todo mundo sabe disso. Porque eu não me empresto para esse tipo de coisa.
“Quem deu a vida”
“Eu posso ter outros defeitos, mas nessa área, não. Eu nunca incriminaria ninguém eu sabendo que era mentira. E principalmente a quem deu a vida.
“Ressuscitou as oligarquias”
“O cara (João) acabou com o projeto. Alguém percebeu que ele acabou com o projeto político? Ele entregou para a direita o projeto político. Ele ressuscitou as oligarquias aqui dentro.
“Terminou refém”
“Vi a Paraíba murchando, sendo corroída ideologicamente, porque ele (João), a única coisa que fazia era esses acordos, com base no familismo que ele ia alimentando e terminou refém (…) Ele é tão refém que entregou o Estado a uma nova composição oligárquica dos Motta com os Ribeiro.
Silencioso
“Ele (João) não conseguiu nem segurar o próprio partido (PSB). Como é que vai ter voz ativa dentro do Senado? Como é que é possível isso, se não conseguiu dar uma opinião sobre o golpe? Caladinho estava e caladinho ficou (…) Um cara que se agacha, fica caladinho, faz o jogo”.
Voltar a voar
“Como a moda agora é radicalizar, vamos radicalizar ao centro com o Ciro. Ele é o nosso radical de centro”, afirmou o deputado Aécio Neves (MG), presidente nacional do PSDB, ao renovar as apostas na candidatura presidencial de Ciro Gomes, que segue resistente à possibilidade de novamente concorrer à sucessão presidencial.
O tempo não para
Este mês de abril marca o 23º aniversário de morte de Dom Luís Gonzaga Fernandes, 4º bispo diocesano de Campina Grande.
Sem ficar no muro
Neste final de semana, o PT de Campina Grande divulgou uma Nota de apoio às postulações de Veneziano Vital (MDB) e João Azevedo (PSB) para o Senado.
No texto, é sublinhada a necessidade de “construir alianças locais que defendam o legado do nosso governo e abracem concretamente a reeleição do presidente Lula”.
Olho no ´balé de apoios´ dos prefeitos paraibanos nas próximas semanas…