“Meia-volta, volver!”
Eis o tempo da conversão
E nem estamos no período quaresmal.
Eis a justificativa da senadora (e ex-presidenciável pelo União Brasil) Soraya Thronicke (PSB-MS) ao anunciar o apoio à reeleição do presidente Lula (PT): “Eu senti na pele o que é o descaso (durante o governo Bolsonaro), e não tive medo de mudar de lado, porque eu não tenho compromisso (com nenhum político). Eu tenho mil motivos para dizer do lado de quem eu estou. O presidente Lula me deixou de queixo caído mesmo, pela humanidade, pela forma de agir”.
Sequenciar a reconstrução
Avançou a senadora: “E digo mais: não aconteceu mais ainda porque, para estragar um estado, um município, um país, em quatro meses você estraga, detona, coloca terra arrasada. Para você reconstruir, quatro anos é pouco. É por isso que nós vamos reeleger em primeiro turno o presidente Lula”.
Diapasão
O governador Lucas Ribeiro (PP) assegurou que a chapa que lidera está coesa e unida: “(o grupo) Está unido e está bem afinado. Infelizmente, as pessoas sempre vão querer plantar divisão e discórdia. Mas a gente está bem afinado, sempre com o mesmo propósito: apresentar o melhor projeto para o nosso estado”.
Resgate
Para avivar duas recentes declarações do ex-governador João Azevedo (PSB), candidato ao Senado: “Não vejo nada de anormal se Leo (Bezerra, prefeito de João Pessoa), futuramente, anunciar apoio à minha candidatura”.
Chapa majoritária
Ainda João: “Nós (ele, Lucas Ribeiro e Nabor Wanderley) estamos absolutamente unidos em torno de um projeto, no qual vamos buscar eleger a chapa majoritária como um todo. Não há projeto em separado”.
Docentes
O Senado aprovou ontem a medida provisória (MP) que reajusta o piso salarial dos professores da educação básica para R$ 5.130,63 em 2026 – um reajuste de 5,4% sobre o valor anterior, de R$ 4.867,77, com ganho real de 1,5 ponto percentual acima da inflação.
Base de cálculo
Foi igualmente aprovado um novo cálculo do piso: o reajuste anual será a soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e 50% da média de crescimento real das receitas do Fundeb nos cinco anos anteriores.
Reflexos
Ainda conforme a assessoria de Comunicação do Senado, se aplicada por todos os entes federativos, a nova regra deve gerar um impacto de R$ 6,4 bilhões em 2026.
Parâmetros
A MP estabelece ainda um teto e um piso para as correções futuras: o reajuste não pode superar a variação da receita nominal do Fundeb entre os dois anos anteriores, nem ser inferior ao INPC.
O detalhe
As receitas do Fundeb, que financiam 70% dos salários dos professores, cresceram 120% em termos reais entre 2020 e 2026.
Discussão ampliada
O deputado-presidente Adriano Galdino (Republicanos) comentou ontem, no plenário da Assembleia Legislativa, que a discussão sobre o companheiro de chapa (vice) de Lucas Ribeiro deverá “passar por todos os partidos da base”.
“O governador, no momento que ele achar conveniente, deverá chamar os partidos que compõem a sua base para conversar sobre esse tema”, observou o deputado, com um adendo: “No momento que eu for questionado, eu vou colocar o meu ponto de vista”.
Silêncio
Adriano reafirmou que “até agora, digo com toda franqueza”, a discussão sobre o (a) vice “não é conversa em nenhuma roda política do governo”, que ele tenha conhecimento.
Depois da Copa
“Talvez agosto seja o momento ideal para se conversar sobre a questão do vice. Vamos ter calma”, projetou Galdino, para completar: “Eu não tenho nenhuma expectativa de fazer pressão ou de colocar o meu nome em campanha (para a vice)”.
Unificação
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou ontem, por unanimidade, uma resolução que torna obrigatória a adoção de um contracheque unificado para o pagamento dos vencimentos de juízes em todo o país.
Acompanhamento
A medida foi proposta pelo presidente do CNJ, ministro Edson Fachin, visando aumentar a transparência e facilitar a fiscalização do pagamento de verbas indenizatórias pelos tribunais, conhecidas popularmente como “penduricalhos”.
´Inconstitucional´
“A prática de fragmentar pagamentos em múltiplos contracheques e folhas suplementares subverte o modelo constitucional e dificulta a verificação do cumprimento do teto remuneratório”, sublinhou Fachin, para acrescentar: “O que se paga com dinheiro público não pode se esconder em múltiplas folhas”.
No comando
O deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) foi oficializado como presidente, na Paraíba, da federação partidária do seu partido com o União Brasil.
O deputado Damião Feliciano (União) é o vice-presidente.
Prolongamento
Bruno Cunha Lima (União-CG) mantém o suspense quanto à indicação que vai avalizar para o cargo de vice-governador na chapa a ser encabeçada pelo senador Efraim Filho (PL).
Sobre a sua mãe, Anneliese, Bruno disse que “ela tem todas as condições e aptidão. Mas de todas as possíveis aspirações que ela pode ter na vida, ser candidata não é uma delas”.
“Quem se ocupa de lançar alguns desses boatos, não se ocupa nem de checar a filiação”, salientou.
Sem imposição
Quanto à sua esposa (Juliana) para a vice, o prefeito discorreu que “essa é uma decisão que, óbvio, eu tenho influência e participo. Mas essa é uma decisão, antes de tudo, de Juliana enquanto mulher, enquanto pessoa. Eu não sou – e não serei – o tipo de marido que vai obrigar minha esposa, ou por uma aspiração política minha ou pela vontade de ocupar espaços. Não é o meu tipo de formação. Eu sou filho de uma família de mulheres muito fortes (…) e por isso eu aprendi que ninguém obriga nada, muito menos a uma mulher”.
Mais tempo
“Não faz parte da minha formação obrigar a minha esposa a participar de algo pelo simples fato de quem quer sou eu. Óbvio, que a gente escuta aliados, participa, consulta. Nós conversamos enquanto casal. Mas essa é uma decisão que a gente vai se posicionar dentro de alguns dias”.
Da boca de…
“…Eu acho que tem muitas questões que ele mesmo (Flávio Bolsonaro) precisa explicar. A população está vendo esse escândalo do banco Master, que é uma coisa que agride a sociedade como um todo. Isso deixa a sociedade em alerta e aí tudo tem que ser muito bem explicado…” (Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo pelo Republicanos).
Aviso prévio
O deputado federal Romero Rodrigues (Podemos) renovou a ênfase quanto à necessidade de união das oposições na Paraíba no pleito deste ano, em termos de segundo turno.
“Tem que ter humildade, serenidade e a união é que nos levará à vitória. É uma eleição de dois turnos e a união no segundo turno será fundamental para consolidação de uma grande vitória”, acentuou.
Antecipação
Romero informou que votará a favor da jornada de trabalho 5×2 (cinco dias de trabalho e dois de folga).
´Caindo fora´
Lideranças da cúpula do grupo Centrão externaram a intenção de adotar neutralidade na corrida presidencial após o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, aparecer em diálogos pedindo dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
De acordo com o jornal O Globo, União Brasil, PP e Republicanos, disputados pelo peso do fundo eleitoral e do tempo de TV, ainda não fecharam posição, mas a tendência é liberar filiados para apoiar quem quiserem.
Estão ´passando o rodo´ nos votos de João Azevedo em Campina…