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Foto: Ascom/instituto Oncoguia
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O sangramento anal ou a presença de sangue nas fezes podem ter diferentes causas, desde problemas comuns, como hemorróidas e fissuras anais, até doenças mais graves, como o câncer de intestino.
O assunto foi abordado pelo médico Antônio Henriques, durante o quadro “Consultório JM”, transmitido neste sábado, 7, na Rádio Caturité.
Segundo o médico, a intensidade do sangramento pode variar desde pequenas manchas de sangue no papel higiênico ou na roupa íntima até perdas mais significativas, capazes de deixar a água do vaso sanitário avermelhada.
Antônio Henriques explicou que o sangue nas fezes pode ter origem em qualquer parte do sistema digestivo, que se estende da boca até o ânus. A coloração do sangue também pode ajudar a identificar a localização do problema.
“Quanto mais vermelho e vivo for o sangue, maior a possibilidade de o sangramento estar localizado na parte inferior do sistema gastrointestinal. Já os sangramentos na região superior do trato digestivo podem provocar vômitos com sangue e fezes escuras, com aspecto semelhante à borra de café”, explicou.
Ainda conforme o médico, a presença de sangue vivo, sem estar misturado às fezes, pode estar relacionada a fissuras anais, colite, doença diverticular e, mais frequentemente, hemorróidas.
Apesar de muitas vezes não representar uma condição grave, o médico ressaltou a importância de investigar a origem do sangramento.
Como prevenir o sangramento nas fezes
Durante a participação, Antônio Henriques apresentou algumas recomendações para reduzir o risco de problemas relacionados à evacuação. Entre as orientações estão:
O médico também orientou que pessoas que apresentam sangramento acompanhado de dores abdominais ou cólicas procurem avaliação médica.

Foto: ParaibaOnline
Quando procurar um médico?
Antônio Henriques recomendou procurar atendimento médico diante de qualquer episódio de sangramento anal repentino ou persistente, especialmente quando acompanhado de ardência ou outros sintomas.
Embora as hemorroidas sejam uma das causas mais frequentes, existem outras doenças que precisam ser investigadas. Entre elas, o médico destacou o câncer de cólon e reto.
“A atenção deve ser redobrada em pessoas com mais de 50 anos que apresentam sangue vivo nas fezes e naquelas com histórico familiar de câncer intestinal”, disse.
Sangue nas fezes pode ser câncer?
Ao responder às perguntas dos ouvintes, o médico explicou que a presença de sangue nas fezes pode ser um dos sintomas do câncer de intestino, mas não significa necessariamente que esse seja o diagnóstico.
Ele recomendou procurar um especialista, preferencialmente um proctologista, principalmente para pessoas com mais de 45 anos ou que tenham histórico familiar da doença.
Entre os exames utilizados está o teste de sangue oculto nas fezes, que identifica pequenas quantidades de sangue que não podem ser percebidas a olho nu. O resultado pode ajudar na investigação de sangramentos no sistema digestivo.
O médico também destacou a importância da colonoscopia para a prevenção e a identificação precoce do câncer colorretal, uma vez que o exame permite visualizar o intestino grosso e identificar possíveis lesões precursoras da doença.
Durante a explicação, Antônio Henriques orientou que pessoas sem histórico familiar da doença realizem o rastreamento a partir dos 45 anos. Ele mencionou o intervalo de cinco anos para a repetição da colonoscopia em pessoas sem alterações e sem fatores de risco adicionais.
Para quem possui histórico familiar de câncer de intestino, a investigação deve começar mais cedo, considerando a idade do familiar diagnosticado. Como exemplo, o médico explicou que, se um pai, uma mãe ou um irmão recebeu o diagnóstico aos 40 anos, o familiar deve iniciar o acompanhamento a partir dessa idade, conforme avaliação médica.
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