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Saúde e Bem-estar
Foto: Secom/JP
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O médico Antônio Henriques, durante a participação em sua coluna semanal “Concultório JM, na rádio Caturité, comentou sobre o contato excessivo em telas e os riscos à saúde.
Segundo o médico, existe um processo cerebral chamado de saliência de incentivo, em que um estímulo neutro (como um post ou uma notificação) é transformado em algo atraente e desejável só por causa da recompensa que ele oferece.
E existe também o prazer hedônico, a sensação real de prazer que vem após uma realização, marcada pela busca e pela motivação pessoal.
“A estrutura que media o prazer no cérebro é o córtex orbitofrontal. Ela faz o controle inibitório, freando os impulsos que possam nos levar a respostas inadequadas ou que nos distraia e transformando os sinais biológicos em experiências subjetivas de prazer. No entanto, quando temos contato excessivo com as telas, o nosso corpo produz muita dopamina (um neurotransmissor produzido pelo cérebro que atua na comunicação entre os neurônios e regula o sistema de prazer) sem nenhum esforço — basta vermos uma notificação ou rolar para o próximo vídeo. Assim, o córtex orbitofrontal não consegue fazer seu trabalho de controlar os impulsos diante dos estímulos e isso resulta na saliência de incentivo. A nossa atenção é capturada de forma poderosa e, por consequência, queremos continuar mexendo no celular cada vez mais”, disse ele.
Ele elencou atividades que comprovadamente provocam o prazer hedônico, estão o exercício físico e as experiências com a arte.

Foto: ParaibaOnline/Arquivo
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