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Saúde e Bem-estar
Foto: José Cruz/Agência Brasil
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Dedicado à conscientização e à prevenção do câncer de mama, o mês de outubro reforça a importância do diagnóstico precoce e do acesso aos exames e tratamentos.
Em sua coluna semanal no Jornal da Manhã, da Rádio Caturité 104.1 FM, o médico Antônio Henriques chamou a atenção para o número de mortes provocadas pela doença e para os desafios enfrentados pelas mulheres durante o acompanhamento médico.
Segundo o médico, o Brasil registrou 20.339 mortes por câncer de mama em 2023, o maior número da série histórica até então. Para Henriques, os dados reforçam a necessidade de ampliar o acesso ao diagnóstico e garantir que as pacientes recebam tratamento em tempo hábil.
DIAGNÓSTICO PRECOCE E ACESSO AO TRATAMENTO
Antônio Henriques ressaltou que a detecção precoce, por si só, não é suficiente. É necessário garantir que todas as etapas seguintes sejam realizadas sem atrasos.
“A jornada inclui a entrega do laudo, a biópsia, a confirmação diagnóstica e o início do tratamento. Se uma dessas fases falha, o benefício da detecção precoce se perde. Portanto, é necessária uma política nacional que integre todas as etapas do cuidado para que a detecção precoce leve ao início rápido do tratamento”, afirmou.

Foto: ParaibaOnline/Arquivo
O médico também destacou a ampliação do acesso à mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, o Ministério da Saúde passou a garantir o exame para mulheres de 40 a 49 anos, mediante decisão compartilhada com o profissional de saúde, medida que considera as recomendações de sociedades médicas nacionais e internacionais.
“Mulheres nessa faixa etária representam quase um quarto de todos os casos da doença registrados no país. No entanto, ampliar a indicação do exame não garante que todas as mulheres terão acesso a ele”, pontuou.
MAMOGRAFIA E RASTREAMENTO
De acordo com os dados apontados por Henriques, o SUS realizou 4,4 milhões de mamografias em 2024. Desse total, quatro milhões foram exames de rastreamento em mulheres sem sintomas. Apesar da quantidade, o médico avalia que o número ainda representa apenas uma parcela das mulheres que deveriam ter acesso ao procedimento.
Henriques também esclareceu que o autoexame, embora seja importante para que a mulher conheça o próprio corpo e identifique possíveis alterações, não substitui a mamografia. Isso porque o câncer de mama pode não apresentar sintomas nas fases iniciais.
“Embora seja importante para que a mulher conheça seu corpo e possa detectar alterações nas mamas, o autoexame não garante a detecção precoce do câncer de mama. Quando as alterações são percebidas, em alguns casos, a doença já pode estar em estágio avançado. Ao contrário do que se pensava algumas décadas atrás, o autoexame não substitui os exames de rastreamento”, explicou.
QUANDO REALIZAR A MAMOGRAFIA?
O médico orientou que as mulheres conversem com seus profissionais de saúde para avaliar a necessidade e a periodicidade dos exames, considerando a idade e as condições individuais.
Segundo Henriques, entre os 40 e os 49 anos, a realização da mamografia deve ser discutida entre a paciente e o profissional de saúde, levando em conta os benefícios e as particularidades de cada caso.
Dos 50 aos 74 anos, ele citou a recomendação de realização do exame a cada dois anos. Já para mulheres acima dos 74 anos, a decisão deve ser individualizada, considerando as condições de saúde e a expectativa de vida.
O médico reforçou ainda que a conscientização precisa vir acompanhada de políticas públicas capazes de garantir não apenas o acesso à mamografia, mas também a continuidade do cuidado, com a investigação diagnóstica e o tratamento.
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