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Saúde e Bem-estar
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo
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Na coluna Consultório JM, o médico Antônio Henriques abordou a importância da vacinação e os riscos da desinformação sobre imunizantes. Na edição deste sábado (10), ele apresentou uma reflexão sobre o tema a partir de um artigo do médico Drauzio Varella, publicado em seu portal no dia 8 de setembro.
Durante a leitura, Antônio Henriques destacou a diferença entre ignorância e estupidez, ressaltando que a falta de conhecimento pode ser superada por meio do aprendizado, enquanto a resistência a argumentos científicos dificulta o combate à desinformação.
O médico chamou a atenção para a disseminação de informações falsas que colocam em dúvida a segurança e a eficácia das vacinas, mesmo quando os imunizantes passam pelos estudos exigidos pelos órgãos reguladores.
O texto também resgata a realidade de um período em que doenças como poliomielite, sarampo, difteria, coqueluche e rubéola faziam parte do cotidiano de muitas famílias. Entre as lembranças apresentadas está o uso do pulmão de aço, equipamento utilizado para auxiliar a respiração de pacientes cuja musculatura respiratória havia sido comprometida pela poliomielite.
A reflexão relembra ainda os avanços alcançados com as campanhas de vacinação. A erradicação da varíola, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1980, é um dos exemplos da importância dos imunizantes para a saúde pública. No Brasil, o último caso de poliomielite causado pelo vírus selvagem foi registrado em 1989.
Outro ponto destacado é o impacto da redução das coberturas vacinais no retorno de doenças anteriormente controladas. O artigo utilizado como referência cita a reintrodução do sarampo no Brasil em 2019, após o país ter recebido, em 2016, a certificação de eliminação da circulação endêmica do vírus.

Foto: ParaibaOnline
Antônio Henriques também enfatizou a responsabilidade de profissionais de saúde na orientação da população. Para ele, a disseminação de informações sem fundamento científico por pessoas que deveriam promover a saúde pode comprometer a confiança nos imunizantes e colocar vidas em risco.
Ao abordar a conduta de médicos que divulgam informações contrárias às evidências científicas, a reflexão defende a atuação dos conselhos profissionais na apuração de possíveis infrações éticas.
Por fim, ele reforçou que a vacinação representa uma das principais estratégias de prevenção de doenças e proteção coletiva. Por isso, a população deve buscar informações em fontes confiáveis e seguir as orientações das autoridades de saúde.
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