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Foto: ParaibaOnline
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Nesta segunda-feira (21), Dia da Árvore, o professor e pesquisador Renato Dantas, do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), destacou, durante o quadro semanal do instituto na Rádio Caturité FM, a riqueza da Caatinga e as estratégias de sobrevivência da vegetação durante os períodos de estiagem.
Segundo Renato, o próprio nome Caatinga tem origem indígena e significa “mata branca”. A aparência seca do bioma, no entanto, não significa ausência de vida.
“Quando a gente faz uma leitura muito superficial desse bioma, acha que ele é um bioma sem vida. E que, numa maior parte do tempo do ano, a gente enxerga esse espaço como se ele estivesse morto. Mas, pelo contrário, aquele silêncio é, na verdade, uma forma de resiliência. O bioma está ali tentando atravessar mais um ano, mais um período de estiagem”, explicou.
O pesquisador também ressaltou que a Caatinga é um bioma heterogêneo e que as populações que vivem no semiárido acumulam conhecimentos importantes sobre as espécies e sua adaptação ao ambiente. Ele alertou, porém, para práticas de extrativismo predatório que podem causar danos à vegetação.
Entre as espécies que simbolizam a resistência da Caatinga está o umbuzeiro. Renato explicou que a árvore possui um sistema radicular chamado xilopódio, capaz de armazenar água e carboidratos.
“Isso faz com que essa espécie, no auge do momento mais crítico, floresça. Ela floresce com base nas reservas hídricas e de carboidrato que tem na raiz. Isso faz com que a gente enxergue o umbuzeiro como realmente uma árvore símbolo do semiárido brasileiro, especificamente da Caatinga”, destacou.
Outro exemplo é o juazeiro, que permanece verde mesmo durante a estiagem graças às raízes profundas, capazes de alcançar áreas do solo com umidade. A árvore também oferece sombra e abrigo para animais criados no semiárido, além de possuir usos tradicionais e potencial nutricional em seu fruto.
Renato citou ainda espécies utilizadas na medicina popular, como a aroeira e o mulungu, além de plantas frutíferas e outras espécies que movimentam atividades econômicas na região.
Para o pesquisador, reconhecer essa diversidade é fundamental para compreender que a Caatinga, mesmo durante os períodos mais secos, permanece viva e desenvolve diferentes estratégias para resistir às condições do semiárido.
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