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Eleições
Foto: Luiz Rebelato/Divulgação
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O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou nesta terça-feira, 15, que a decisão de Kássio Nunes Marques de não votar na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre Alexandre de Moraes pode abrir caminho para uma “pizza” na Corte.
“Imaginavam que o Kássio votaria pelo afastamento do Xandão, já perdemos um voto”, disse em vídeo publicado no Instagram.
Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam suspeitos e não participam da votação.
“Urgente, pode estar sendo gestada a pizza agora, a pizza do STF pode ser gestada agora”, afirmou Renan Santos. O candidato também questionou publicamente se a decisão de Nunes Marques teria relação com mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que mencionam Kevin Marques, filho do ministro. Quando decidiu não votar, esta situação não foi mencionada.
“Não é por conta da mensagem que vazou? Hã? Envolvendo teu filho? Mensagem desabonadora, hein, Kássio Nunes? História feia, história estranha”, declarou.
Os diálogos obtidos pela Polícia Federal mencionam pagamentos mensais de R$ 500 mil que teriam como destino Kevin Marques por meio da Consult Inteligência Tributária. A defesa de Kevin afirma que ele não manteve relação com Vorcaro ou com o Banco Master e que recebeu R$ 281,6 mil da consultoria pela prestação de serviços jurídicos legítimos e sem relação com processos no Supremo.
Em outro trecho do vídeo, Renan afirmou que a ausência de Nunes Marques poderia ajudar a formar uma maioria favorável a Moraes ou produzir um empate no julgamento. “Isso foi feio e inesperado”, disse.
No X, o candidato voltou a comentar a decisão dos ministros de não votar. “Votação sobre corrupção no STF e Ministros, no plural, estão se declarando impedidos. E radical sou eu por não querer cumprir ordens ilegais desses ministros”, escreveu.
O STF se reúne nesta terça-feira em meio à crise aberta após a divulgação de mensagens envolvendo Moraes e Vorcaro. Na abertura da sessão, o presidente da Corte, Edson Fachin, afirmou que o tribunal deveria julgar “fatos, não pessoas”.
*com informações de Gabriel Gonçalves/conteudo estado
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