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Professor Titular aposentado do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).
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Em 20 de agosto de 2026, recebi um convite para assistir à solenidade de lançamento das plataformas: Hidrogênio de Baixo Carbono (HBC), Balanço Energético (BEPB) e Sistema de Informações Energéticas da Paraíba (SIE-PB), evento realizado no dia seguinte, numa manhã aprazível, na Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEPB), em Campina Grande (PB).
O referido convite foi enviado pelo estimado colega Robson Barbosa, Secretário Executivo de Energia do Governo do Estado da Paraíba, um dos nomes de destaque no âmbito do setor energético brasileiro, engenheiro eletricista graduado pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), mestre e doutor pela Universidade de São Paulo (USP).
Na condição de professor aposentado, mas não inativo, continuo interessado por assuntos que dizem respeito à minha área de formação, na qual obtive os títulos de graduação, mestrado e doutorado em engenharia elétrica, pois sempre há algo para aprender, inclusive com ex-alunos e colegas que dignificam a profissão.
Neste contexto, destaco a importância das três plataformas para o planejamento, o monitoramento e a formulação de políticas energéticas no Estado da Paraíba, assim como o reconhecimento público do trabalho desenvolvido a partir de convênios firmados entre o Governo do Estado, a UFPB e a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), além da contratação de uma empresa privada.
Na prática, elaborar o planejamento energético e estabelecer cenários energéticos são tarefas complexas, pois envolvem múltiplas variáveis, o que requer a gestão competente de uma equipe multidisciplinar que funcione como uma orquestra afinada.
Algumas das principais dificuldades são o volume de dados, as incertezas sobre a demanda, a imprevisibilidade das mudanças climáticas, as influências políticas internas e externas, a intermitência das fontes renováveis, a manutenção da estabilidade do sistema elétrico de potência e os estudos de viabilidade técnica e econômica, elementos fundamentais para a tomada de decisão por parte do Governo e dos investidores.
Embora os três pilares que sustentam as plataformas apresentem objetivos distintos, eles se articulam de forma complementar no ecossistema digital em que foram concebidos.
Segundo fontes oficiais, a avaliação das potencialidades da Paraíba para o desenvolvimento da cadeia produtiva do Hidrogênio de Baixo Carbono não se limita a estudos conceituais, mas objetiva criar um ambiente de atração de investimentos, redução de riscos e planejamento estruturado para a implantação desse tipo de iniciativa a curto, médio e longo prazos.
No tocante ao Sistema de Informações Energéticas da Paraíba, a plataforma sistematiza e disponibiliza dados e informações sobre os ativos de conversão, transmissão, distribuição e consumo de energia, obtidos de fontes públicas e privadas, entre as quais a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), a EPE (Empresa de Pesquisa Energética) e o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).
Desenvolvido em parceria com a UEPB, o Balanço Energético da Paraíba foi elaborado com o objetivo de organizar e disponibilizar dados energéticos provenientes de diversas fontes institucionais, permitindo ao usuário realizar análises detalhadas sobre os seguintes tópicos:
– Oferta e demanda por fonte energética e por setor da economia;
– Matriz energética, matriz elétrica e conversão distribuída;
– Consumo final setorial, centros de transformação e aspectos socioeconômicos.
Após a apresentação dos conteúdos e dos aspectos operacionais das três plataformas, a palavra foi franqueada à plateia para esclarecimentos e questionamentos dirigidos aos expositores.
Nesse momento, chamou-me a atenção o compromisso dos representantes do Governo Estadual em envidar esforços no sentido de incrementar a capacidade das subestações, das linhas de transmissão de energia elétrica em alta tensão, bom como de ampliar a infraestrutura de escoamento da produção, inclusive no que diz respeito ao modal ferroviário.
No encerramento, foi firmado um Protocolo de Intenções entre o Governo do Estado e a FIEPB para a elaboração do Estudo das Potencialidades Bioenergéticas do Estado da Paraíba, iniciativa oportuna que certamente renderá bons frutos.
Assim, considero que, em geral, o evento atingiu seus objetivos. Oxalá que, em outra oportunidade, a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) volte a desempenhar um papel de protagonismo nessas iniciativas que envolvem os setores público, industrial e de serviços.
Os interessados em conhecer, de forma detalhada, as funcionalidades das três plataformas, podem acessar o endereço eletrônico da Secretaria de Infraestrutura e dos Recursos Hídricos: http://paraiba.pb.gov.br/diretas/secretaria-de-infraestrutura-e-dos-recursos-hidricos.
Leia a coluna anterior:
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