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O sangramento nasal, conhecido como epistaxe, é comum e, na maioria dos casos, não está relacionado a problemas graves. No entanto, alguns sinais exigem atenção médica.
O assunto foi abordado pelo médico Antônio Henrique, durante o quadro semanal “Consultório JM”, do Jornal da Manhã.
Segundo o especialista, o ressecamento da mucosa nasal é uma das principais causas do problema e pode ser provocado por infecções respiratórias, rinite alérgica, uso prolongado de ar-condicionado, determinados medicamentos e baixa umidade do ar.
Durante um episódio, a orientação é sentar-se com a cabeça levemente inclinada para frente e comprimir a parte macia do nariz por 10 a 15 minutos, sem interromper a pressão para verificar se o sangramento parou. Uma compressa fria sobre o nariz e as bochechas também pode ajudar.
Antônio Henrique alerta que inclinar a cabeça para trás é uma conduta inadequada, pois faz o sangue escorrer para a garganta, podendo provocar náuseas, vômitos e até risco de aspiração.
Também não é recomendado introduzir algodão ou papel no nariz, assoar a região ou manipulá-la logo após o sangramento.
A avaliação médica é indicada quando o sangramento for intenso, durar mais de 20 minutos mesmo com compressão, acontecer repetidamente ou surgir após um trauma significativo. Tontura, fraqueza, dificuldade para respirar e o uso de anticoagulantes também são sinais de alerta.

Foto: ParaibaOnline
O médico destacou ainda que crianças e idosos merecem atenção especial. Nas crianças, episódios recorrentes podem estar relacionados à rinite, à manipulação do nariz ou, mais raramente, a alterações da coagulação.
Já nos idosos, o sangramento pode ter origem em vasos mais calibrosos, com maior influência de fatores como hipertensão e medicamentos que interferem na coagulação.
Para prevenir os episódios, o especialista recomenda manter-se hidratado, fazer lavagem nasal com soro fisiológico, utilizar umidificadores em ambientes secos, evitar mexer no nariz e tratar adequadamente a rinite.
O uso de descongestionantes nasais deve ser feito somente com orientação médica.
Em casos recorrentes, Antônio Henrique recomenda procurar um otorrinolaringologista para identificar a causa e indicar o tratamento adequado.
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