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Foto: CBO/Divulgação
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Você já teve terçol? Sabe o que é, como surge e como tratar? Na coluna Consultório JM, do Jornal da Manhã, da Rádio Caturité 104.1 FM, deste sábado (15), o médico Antônio Henriques explicou as diferenças entre o terçol e o calázio, duas alterações que podem surgir nas pálpebras e costumam ser confundidas.
Segundo o médico, embora muitas lesões nas pálpebras sejam popularmente chamadas de terçol, existem duas condições diferentes: o terçol, que está associado a uma infecção, e o calázio, que não é causado por uma infecção.
“O terçol é provocado pela inflamação nas glândulas de Zeiss e Moll, mais próximas das glândulas externas das pálpebras. Já o calázio é provocado por uma inflamação na glândula de Meibômio, atrás dos cílios, mais próxima da borda interna da pálpebra, mas não se trata de uma infecção”, pontuou.
O especialista explicou ainda que o calázio é mais frequente em pessoas entre 30 e 50 anos, especialmente naquelas que apresentam rosácea ou blefarite, uma inflamação das bordas das pálpebras. A ocorrência frequente também pode estar relacionada a alterações na visão que exigem maior esforço dos olhos.
SINTOMAS
De acordo com Antônio Henriques, o terçol costuma aparecer como uma pequena lesão avermelhada na parte externa da pálpebra, próxima aos cílios, acompanhada de sinais típicos de infecção.
“O terçol é caracterizado por uma lesão com aspecto de uma bolinha vermelha que se instala na borda mais externa da pálpebra, perto dos cílios, e vem acompanhado dos sinais típicos de infecção provocada por bactérias: dói, é vermelho, é quente, coça, pode causar lacrimejamento e dar uma sensibilidade à luz intensa”, explicou.
Já o calázio geralmente provoca inicialmente dor leve e inchaço. Com o passar dos dias, pode surgir um nódulo mais endurecido, que aumenta de tamanho e, em casos maiores, pode pressionar o globo ocular e provocar visão turva.
QUANTO TEMPO DURA?
O médico explicou que, na maioria dos casos, o terçol drena espontaneamente e desaparece em poucos dias.
O calázio também pode regredir espontaneamente, mas existe uma diferença importante: mesmo depois que a dor e a vermelhidão desaparecem, o nódulo pode permanecer.

Foto: ParaibaOnline
TRATAMENTO
Para o terçol, uma das principais medidas é a aplicação de compressas mornas, por cerca de 10 a 15 minutos, de três a quatro vezes ao dia. Em alguns casos, o oftalmologista pode indicar colírios ou pomadas com antibióticos.
O especialista alertou que pacientes idosos ou muito debilitados podem necessitar de antibióticos por via oral quando há risco de disseminação da infecção.
No caso do calázio, também podem ser utilizadas compressas mornas. Segundo o médico, corticoides e antibióticos não devem ser utilizados por conta própria, e casos recorrentes podem exigir avaliação oftalmológica e investigação de possíveis alterações refracionais.
Em situações de recorrência frequente, pode ser necessário um procedimento para tratar a glândula afetada.
COMO PREVENIR?
Antônio Henriques reforçou que os cuidados com a higiene são importantes para evitar infecções e inflamações nas pálpebras.
“As mãos limpas são sempre o melhor remédio para evitar transmissão de vírus e bactérias. Lave as mãos várias vezes ao dia e evite passar o dedo no olho em local que aparecem lesões oculares”, recomendou.
O médico também recomendou o uso de compressas mornas e, em casos recorrentes de calázio, uma avaliação oftalmológica para verificar possíveis problemas de visão.
Outro cuidado está relacionado ao excesso de oleosidade da pele, que pode contribuir para o bloqueio das glândulas das pálpebras. A higiene adequada da região, especialmente com shampoos de PH neutro, pode ajudar a reduzir esse risco.
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