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Foto: Luiz Silveira/STF
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (7) que a Polícia Federal (PF) analise um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que aponta possíveis irregularidades de R$ 55,4 milhões na execução das chamadas “emendas Pix” entre 2020 e 2024.
Na decisão, Dino encaminhou o documento ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para que sejam verificados indícios de crimes.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, o material deverá ser anexado às investigações já em andamento ou dar origem a novos inquéritos.
O ministro determinou que a análise priorize os casos em que o TCU identificou possíveis prejuízos aos cofres públicos.
As chamadas emendas Pix são transferências especiais feitas diretamente a estados e municípios.
O modelo passou a ser alvo de questionamentos por dificultar a identificação do parlamentar responsável pela indicação dos recursos e do destino final do dinheiro.
Relator das ações sobre o tema no STF, Flávio Dino tem acompanhado a execução dessas emendas para garantir o cumprimento dos princípios constitucionais de transparência e rastreabilidade.
Relatório do TCU
O levantamento do Tribunal de Contas analisou 100 transferências especiais destinadas a 74 entes federativos, totalizando cerca de R$ 198,1 milhões em recursos fiscalizados.
Segundo o relatório, foram identificados:
Ao justificar a decisão, Flávio Dino afirmou que os dados do TCU demonstram a persistência de um cenário de inconstitucionalidade na execução das emendas parlamentares, reforçando a necessidade de novas medidas para assegurar maior controle, transparência e fiscalização na aplicação dos recursos públicos.
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