Fechar
O que você procura?
Saúde e Bem-estar
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Continua depois da publicidade
Continue lendo
O Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira (30), um plano de R$ 9,8 bilhões para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos impactos das mudanças climáticas e de eventos extremos, como o El Niño. A iniciativa prevê 27 metas e 93 ações, com planejamento até 2035.
O objetivo é ampliar a capacidade de preparação e resposta da saúde pública, antecipando riscos climáticos, fortalecendo serviços de saúde, protegendo populações vulneráveis e aprimorando a atuação do SUS em situações de emergência e reconstrução de áreas afetadas.
O programa será desenvolvido em cinco frentes principais:
O plano também prevê a criação de oito Centros Integrados de Saúde e Clima, distribuídos pelas cinco regiões do país. O primeiro será inaugurado nesta quarta-feira (1º), na Bahia.
Outra novidade é o Painel Nacional de Excesso de Calor, ferramenta que emitirá alertas com até cinco dias de antecedência para apoiar ações de vigilância, prevenção e resposta aos riscos provocados pelas altas temperaturas.
Além disso, a Força Nacional do SUS será ampliada para oito bases em todo o país, permitindo respostas mais rápidas a desastres, emergências e grandes eventos. A expectativa é que as equipes consigam atender ocorrências em até 12 horas e iniciem ações compatíveis com a gravidade da situação em até 72 horas.
O Ministério da Saúde também elaborou um protocolo específico para proteger idosos durante períodos de calor intenso. As orientações incluem oferecer água mesmo sem sede, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes, manter os ambientes ventilados, acompanhar o uso correto de medicamentos contínuos e utilizar soro fisiológico em casos de ressecamento dos olhos e das narinas.
Durante o anúncio, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a crise climática deve ser tratada como um problema de saúde pública. Segundo ele, um estudo recente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontou cerca de 120 mil mortes nos últimos 20 anos relacionadas ao aumento da temperatura média no país.
Para o ministro, além das ações de redução das emissões de carbono, é urgente adaptar os sistemas de saúde para enfrentar os impactos das mudanças climáticas.
© 2003 - 2026 - ParaibaOnline - Rainha Publicidade e Propaganda Ltda - Todos os direitos reservados.