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Saúde e Bem-estar
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
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O Ministério da Saúde reforçou a necessidade da vacinação contra o sarampo na cidade de São Paulo após a confirmação de três casos da doença em crianças menores de dois anos, registrados na última sexta-feira (26), na zona norte da capital.
A recomendação também foi estendida ao município de Guarulhos, devido à intensa circulação de pessoas entre as duas cidades.
A orientação é para a aplicação da chamada “dose zero”, destinada a crianças de 6 a 11 meses e 29 dias.
O imunizante oferece proteção adicional para uma faixa etária considerada mais vulnerável às infecções e às formas graves da doença, além de contribuir para reduzir a transmissão do vírus.
O Ministério da Saúde destaca que essa dose extra não substitui as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação.
O esquema regular continua disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pessoas de 12 meses a 59 anos.
Além da intensificação da vacinação, equipes de saúde estão adotando medidas para conter a transmissão, como busca ativa de casos suspeitos, identificação e monitoramento de pessoas que tiveram contato com os pacientes, investigação epidemiológica e bloqueio vacinal nas áreas consideradas de risco.
Segundo o Ministério, os três casos podem estar relacionados ao contato com pessoas vindas do exterior.
Das crianças infectadas, duas frequentam a mesma creche e a terceira mora na mesma região.
Em 2025, o Brasil registrou 38 casos de sarampo, todos associados à importação da doença, o que permitiu ao país manter o status de livre da circulação endêmica do vírus.
O cenário, porém, é diferente em outros países das Américas. Neste ano, o México contabilizou 11.771 casos da doença, enquanto os Estados Unidos registraram 2.104 infecções e o Canadá confirmou 1.073 casos.
O aumento da circulação do sarampo no continente levou a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) a retirar, no ano passado, o reconhecimento das Américas como região livre da transmissão endêmica da doença.
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