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Foto: Freepik
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Com diversos meios de entretenimento podendo ser consumidos a qualquer momento do dia, as distrações são quase que inevitáveis em várias idades e geram a procrastinação. Por isso, a psicóloga Daniella Lima, professora do curso de Psicologia da Uninassau Recife, campus Graças, explica os métodos para perceber esse hábito e as formas para tratar de maneira moderada.
“Vários motivos podem resultar a procrastinação. Ela costuma ter origem na exaustão psíquica, na ansiedade, nos sintomas depressivos, em problemas com o foco e na hiperatividade, por exemplo. De regra, as atividades diárias são parte de uma rotina funcional. Adiá-las prejudica a efetividade das ações”, afirma.
De acordo com a psicóloga, muitas vezes, existem fatores desconhecidos do próprio indivíduo que resultam no problema. Nesses casos, a psicoterapia é o meio ideal para descobri-los.
Se a procrastinação for apenas falta de organização, a criação de uma rotina ou uma agenda estruturada são um bom suporte para dar funcionalidade às atividades diárias.
Para otimizar o desempenho diário, recomendam-se práticas utilizadas na Terapia Cognitiva Comportamental (TCC). Elas são denominadas como ativação comportamental:
– Execução imediata: se a tarefa demanda menos de um minuto, deve ser prontamente realizada para evitar a sobrecarga cognitiva;
– Controle de estímulos: é imperativo selecionar ambientes que favoreçam o foco, eliminando distratores como televisores ou dispositivos móveis, pois atuam como reforçadores da esquiva;
– Estabelecimento de contingências: definir horários fixos para tarefas simples auxilia o organismo a compreender os períodos de produtividade necessária;
– Reforçamento positivo: a utilização de incentivos visuais, como quadros para registrar “pequenas vitórias”, fortalece a autoeficácia, tornando o progresso tangível.
Por fim, a especialista enfatiza a importância de não aguardar por condições ideais.
“Não espere a ‘segunda-feira perfeita’ para iniciar a mudança. A TCC beneficia o paciente ao promover o foco na melhora incremental de 1% ao dia, combatendo o pensamento dicotômico (tudo ou nada). Deve-se manter a consistência e monitorar distorções cognitivas que servem como ‘desculpas’ prejudiciais à regulação emocional. Tentativas ineficientes de tentar organizar a rotina são um bom indicativo para procurar um psicólogo”, conclui.
*Com informações da Ascom/Uninassau
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