Lupa nos contracheques
´Jogou a toalha´
Em entrevista ao jornal O Globo, o ex-presidenciável Ciro Gomes explicou o motivo para recusar o convite da direção nacional do PSDB para novamente concorrer à sucessão presidencial e optar por disputar outra vez o governo do Ceará: “Até a eleição passada, eu tinha segurança de que eu daria jeito nos problemas do país. Agora, estou seguro de que não tem jeito”.
Mais adiante, Ciro adendou: “O país está quebrando e nós ficamos discutindo o sexo dos anjos”.
Não é bem assim
Ao contrário do que andou ´interpretando´ o Major Fábio (Partido Novo), o Partido Liberal da Paraíba ainda não considera sacramentada a aliança entre as duas legendas.
“Vamos ver a disponibilidade que o Novo tem de poder contribuir com o fundo partidário, tempo de televisão, com a estrutura que a chapa majoritária vai precisar colocar na rua para rodar a Paraíba”, frisou o pré-candidato a governador, senador Efraim Filho (PL).
Garimpo
O paraibano Vital do Rêgo Filho, presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), foi destaque neste final de semana no jornal Folha de São Paulo, com a publicação de uma ampla entrevista.
A seguir, trechos de suas declarações.
Contas públicas
“Nós temos a obrigação constitucional de apertar sempre em nome da fiscalização. Cada centavo da União precisa ser rigorosamente fiscalizado. Nós montamos um histórico com alertas, com ressalvas, com a aprovação ou com a negação ou a reprovação.
Master X Banco Central
“Cabe ao BC (Banco Central) dar a rigidez regulatória do sistema financeiro. O TCU tem a obrigação de regular a decisão do BC. Nós vamos fazer a nossa função. O processo está esperando a conclusão do inquérito policial. A liquidação (do Master) foi um ato que caberia somente ao Banco Central. Nós estamos fazendo o nosso papel de regular o Banco Central.
Monitoramento…
“Vamos lançar em julho (o painel de acompanhamento), que vai mostrar a emenda sair do deputado, do senador, vai para o município, é criado um instrumento jurídico, um contrato ou um convênio. Esse instrumento jurídico passa a ser acompanhado até o final. É feito um edital, uma licitação da obra, quem ganhou, quantos licitantes. Aí quem ganhou vai para uma outra (tela), você olha o CPF daquela empresa, e lá você vai conhecer a empresa.
… De emendas
“Depois que a empresa receber a primeira medição vai ter o cheque, o número do cheque, a nota fiscal que deu origem ao serviço. O cidadão vai saber que aquela escola, aquela obra, aquela rodovia, está sendo feita desde o começo.
Checagem
“A (eventual) irregularidade que acontecer vai ser colocada naquele painel. Faltou dinheiro, o contratante não entregou a obra, faltou o nexo de causalidade, a obra está lá, mas como ela foi feita? Cadê a nota fiscal? Está tudo lá”.
Fora do radar
Presidente estadual do PT, a deputada Cida Ramos disse ao colunista que o partido ainda não focou na discussão sobre a ocupação de espaços nas suplências para o Senado, e que a prioridade segue sendo viabilizar a vaga de vice na chapa liderada pelo governador Lucas Ribeiro (PP).
Quer ´arrotar´
De acordo com o canal de notícias CNN Brasil, familiares do banqueiro Daniel Vorcaro procuraram, durante a última semana, ao menos três escritórios de advocacia de Brasília atrás de um novo nome para assumir a defesa do dono do Banco Master.
A busca de Vorcaro por advogados criminalistas renomados tem como intenção destravar o processo de delação premiada.
´Equipe precursora´
Todas as tratativas para que o candidato a senador Nabor Wanderley (Republicanos) obtenha apoio de vereadores de Campina Grande têm passado pelos ´embaixadores´ do ex-prefeito patoense na cidade: vereador Tertuliano Maracajá e seu filho, o ex-vereador Renan Maracajá, ambos filiados ao Republicanos.
2ª feira filosófica
“Sê humilde para evitar o orgulho, mas voa alto para alcançar a sabedoria”.
Santo Agostinho.
Em pauta
Na próxima quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal retoma a discussão sobre se há vínculo empregatício entre empresa e trabalhadores de aplicativos.
Rumo ao voto
Três presidenciáveis participam hoje de um encontro promovido pela CNI (Confederação Nacional da Indústria): Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronald Caiado (PSD).
Lupa nos contracheques
A Corregedoria Nacional de Justiça está implantando o Sistema de Supervisão do Teto Constitucional (Sisteto), ferramenta desenvolvida para auxiliar no acompanhamento e auditoria da remuneração de todos os 18 mil magistrados e 275 mil servidores dos 92 tribunais do País.
O Sisteto vai operar como um radar dotado de um farto banco de dados conectado com as Cortes estaduais e federais.
Arco de acompanhamento
O sistema vai atuar em três frentes principais, conforme o ´Estadão´: a análise dos pagamentos já realizados, incluindo retroativos eventualmente pagos; o acompanhamento dos passivos e retroativos ainda pendentes de pagamento; e a verificação da conformidade das verbas remuneratórias com as decisões do Supremo Tribunal Federal e as Resoluções do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Tem uma ´conta que não fecha´ acerca da compra de um imenso imóvel em João Pessoa…