´Cardeais´ vergam João Azevedo e Galdino
Quem… Quem…
Em reunião com dirigentes do PSOL e da Rede, o presidente Lula reafirmou a autonomia da Polícia Federal e defendeu o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro Santana, o Marcola.
“Quem aqui nunca pediu empréstimo para um amigo?”, questionou Lula, de acordo com três participantes do encontro, realizado no Palácio da Alvorada, conforme o ´Estadão´.
“Mas quem errou, que pague”, teria acrescentado Lula na conversa.
Só lembrando
Marcola deixou o assessoramento direto do presidente e (posteriormente) a coordenação da campanha à reeleição, após a Polícia Federal ter revelado que ele recebeu um repasse (R$ 249 mil) de uma lobista.
Posteriormente, ele disse em Nota que quitou os R$ 249 mil de um “empréstimo” contraído.
Retenção
O ex-governador João Azevedo (PSB), que desde o último final de semana avisou a correligionários já ter escolhido os dois nomes para a suplência, não propagou essas escolhas durante a convenção desta quarta-feira.
Em aberto
Os candidatos ao Senado pelo MDB, Veneziano Vital e André Gadelha, também não publicizaram os ocupantes de suas ´segundas suplências´.
Dica
Vale a pena olhar mais uma manifestação de criatividade do artista campinense Fred Ozanan, publicada no ParaibaOnline.
Da boca de…
“… Se vocês apoiam um Brasil com mais qualidade de vida, menos polarizado, mais inteligente, com um projeto e sem ataques pessoais, saia do muro. O problema não é a ação dos maus, é a omissão dos bons. Eu saí do muro. Saia do muro…” (Augusto Cury, presidenciável do Avante).
Por etapas
Haverá tempo e espaço disponíveis para maior detalhamento sobre a convenção do MDB da Paraíba realizada nesta quarta-feira, em João Pessoa, notadamente o que foi dito por seus principais protagonistas.
Emergiu
Mas é imperioso começar imediatamente a se debruçar sobre a escalada de crise no grupo governista na Paraíba, que deixou os bastidores do poder para ganhar as ruas em função da fatalidade do calendário eleitoral.
Peleja alongada
A megaconvenção para referendar a disputa da reeleição pelo governador Lucas Ribeiro (PP) enfrentou um gigantesco atraso em função de algo que já era objeto de desencontro há meses: quem seria o seu companheiro (ou a sua companheira) de chapa, cargo desejado por uma sútil particularidade, aos olhos do eleitor comum: Lucas já vai disputar a reeleição este ano.
Já no horizonte
Assim sendo, o pleito de 2030 – muito distante para o cidadão comum, mas logo ali para os agentes políticos – inevitavelmente terá outra cara à frente da chapa governista.
Veto
Renovadamente, esta Coluna registrou a aversão da cúpula do Progressista ao nome de Adriano Galdino, presidente da Assembleia Legislativa, que era (é) o nome preferido entre os seus colegas deputados governistas.
Desagregação
A rodada final de reuniões ocorrida na tarde de ontem – enquanto já rolava a convenção – terminou tensa, inconclusa e com a ´febre´ desavença estampada num gesto extremo: simplesmente Adriano e aliados boicotaram a convenção.
Quem deu as cartas
Muito ainda há por ser revelado dessas conversas que levaram à exteriorização do racha na base governista.
Mas nesta edição, feita sob o cansaço de um dia extenuante que só chegou ao fim pela madrugada, sintetizo na figura de dois ´cardeais´ desse agrupamento governista.
Afinados
Literalmente, na linguagem popular, ´deram um balão´ em Adriano Galdino e em João Azevedo.
Falo dos deputados Aguinaldo Ribeiro e Hugo Motta. Não por acaso, convergentes em interesses múltiplos na Paraíba e especialmente a partir de Brasília.
Dois desejos
Aguinaldo (renovadamente) inoculou nos ouvidos de Motta que não queria ter Adriano (Republicanos) na chapa com o seu sobrinho Lucas.
Mais: também não escondeu o desejo de não ter ninguém próximo a Adriano na cadeira de presidente da Assembleia Legislativa a partir de fevereiro vindouro, na hipótese da reeleição de Lucas.
Sem atalhos
De sua parte, Hugo Motta só tem uma prioridade no pleito deste ano, além da própria reeleição à Câmara Federal, indispensável para pavimentar a sua recondução à presidência da Câmara Federal: colocar o pai Nabor Wanderley no Senado, custe o que custar (e já está custando muito!).
Solução…
Pois bem. Eis que Aguinaldo e Hugo ajustaram que os já mencionados interesses convergentes recomendavam uma maior retroalimentação entre eles e os seus respectivos partidos.
… Caseira
A fórmula engendrada, apesar da inevitável discussão jurídica, foi colocar a atual senadora Daniella Ribeiro (irmã de Aguinaldo e mãe de Lucas) como suplente de Nabor (pai de Hugo).
Secundários
A equação, perfeita sob o ponto de vista estratégico e familiar para as famílias Motta e Ribeiro, fez ´cair´ uma estonteante ´ficha´ para Adriano e João Azevedo, qual seja de que as postulações de ambos não são prioridade para quem comanda o ´barco governista´ no presente.
No caso de Adriano, ele se dá conta de que não possui as rédeas dos destinos do Republicanos no estado.
A ´carta na manga´
Para encerrar por hoje o tema. E como fica a questão da vice-governadoria da chapa de Lucas Ribeiro?
A alternativa que estava sendo consolidada na noite de ontem rumava na direção do deputado estadual Eduardo Carneiro, que sintomaticamente, em março último, largou o comando do partido Solidariedade no Estado para se filiar ao PP.
Carneiro, inclusive, se dispôs a – lá vai um eufemismo político – redistribuir com outros deputados estaduais as suas bases eleitorais, como forma de aplacar o descontentamento de muitos com a preterição do nome de Adriano Galdino para a vaga.
O segundo turno vai começar a ser jogado…