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Foto: ParaibaOnline/Arquivo
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O deputado estadual Wallber Virgolino comentou nesta terça-feira (9) a repercussão da Operação Perfidus, que resultou na prisão do delegado Braz Morroni e de outros dois agentes da Polícia Civil, investigados por suposto envolvimento com uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e ao desvio de entorpecentes.
Questionado sobre a reportagem exibida pelo programa Fantástico, da TV Globo, Wallber afirmou que inicialmente ficou impactado com as acusações apresentadas pelas autoridades responsáveis pela investigação, mas passou a ter questionamentos após acompanhar o detalhamento da operação veiculado no último domingo (7).
“No primeiro instante eu fiquei perplexo com tudo aquilo que aconteceu. Delegados dando entrevistas, discursos muito ásperos e duros. Através do discurso, eu pensei que a investigação tinha um lastro probatório gigantesco para provar o que o delegado estava dizendo. Depois que eu vi a matéria do Fantástico, eu já tenho minhas dúvidas em relação a isso”, revelou.
O parlamentar ressaltou que prefere aguardar o andamento do processo antes de emitir uma conclusão sobre a responsabilidade dos investigados.
“Eu não tenho como dizer se são culpados ou inocentes, porque eu não conheço o processo. Para adentrar no mérito da questão, vou esperar o desenrolar do processo para dizer se eles têm razão ou não, mas eu estou temeroso com a investigação”, afirmou.
Wallber destacou preocupação com os impactos da operação sobre a imagem da Polícia Civil da Paraíba.
“Não foi exposto só o agente, foi exposta toda a Polícia Civil. Quem é policial e ama a Polícia Civil como eu amo sabe que é uma pancada muito grande. Se eles estiverem errados, que paguem. Agora, se houver exagero, que essas pessoas sejam punidas, porque não se pode expor uma instituição tão séria que é a Polícia Civil”, declarou.
Homenagem mantida
Indagado sobre a manutenção de uma homenagem de sua autoria concedida a um dos investigados, o deputado afirmou que não pretende revogar a honraria.
“A gente não pode misturar as coisas. Eu homenageei 20 policiais da Draco em uma operação em 2020. Eu não imaginava, nem o governador imaginava, nem o Gaeco imaginava que tudo isso iria acontecer em 2026. Então, o que aconteceu em 2020 está materializado. A homenagem foi dada e vai ficar, porque eu não sou homem de dar ré e nem dou ré através de grito”, pontuou.
Críticas à condução do caso
O parlamentar também criticou a exposição de um ofício de sua autoria durante a reportagem e afirmou que existem posturas duvidosas na área da segurança pública.
“Quem errou que pague. Agora, eu não aceito, por parte da Secretaria de Segurança Pública, o meu ofício sendo exposto no Fantástico. Se quiserem que eu diga quem é bandido na segurança pública, me apertem um pouquinho que eu digo, porque eu conheço segurança pública e sei quem é quem”, disparou.
Wallber acrescentou que a área da segurança pública é marcada por disputas políticas internas.
“A segurança pública é mais política do que esta Casa. Tem gente que quer se perpetuar no poder e faz de tudo para se manter, inclusive assassina reputações. Eu sou vítima disso. Sei com quem estou lidando, sei como se procede dentro da segurança pública. Tem gente que acha que fez concurso para secretário e delegado-geral, e tudo na vida passa. A vida é uma roda-gigante: um dia estamos em cima, outro embaixo.”
Por fim, o deputado lamentou o que considera um julgamento antecipado por parte da opinião pública e da imprensa.
“Infelizmente, a mídia condena primeiro que o Judiciário, denuncia primeiro do que o Ministério Público. Isso faz parte. A repercussão foi grande, a sociedade tirou suas conclusões a partir do que viu e eu não posso contestar isso. Vou esperar a versão do outro lado para poder, na qualidade de deputado, me pronunciar de forma mais contundente”, concluiu.
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