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Brasil nas Copas: 2002, pentacampeão com maestria

Da Redação*
Publicado em 9 de junho de 2026 às 11:16

selecao 2022

Foto: Acervo CBF

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A terceira final seguida da Seleção Brasileira em Copas do Mundo, que culminou com a conquista do pentacampeonato, fez jus à qualidade técnica da Seleção de 2002. Na Coreia do Sul e Japão, a Amarelinha brilhou do início ao fim e ganhou o título com sete vitórias – aproveitamento de 100%.

Luiz Felipe Scolari montou um time que esbanjava talento na defesa, no meio e no ataque.

Ronaldo vinha de duas lesões muito graves que levantaram algumas suspeitas de que jamais voltaria a jogar em alto nível. Também havia a ausência de Romário na lista, muito contestada por torcedores.

Mas essas dúvidas foram se dissipando com o passar dos jogos. Na estreia, em 3 de junho, no Munsu Aid Stadium, em Ulsan, na Coreia, o Brasil venceu a Turquia por 2 a 1, de virada, com gols de Ronaldo e Rivaldo. Foi um começo ainda sob incertezas, em que a Seleção teve atuação apenas regular.

Melhorou a performance na partida seguinte, em que goleou a China por 4 a 0, no Jeju World Cup Stadium, na cidade de Seogwipo, ainda na Coreia. Os gols foram marcados pelo quartetos dos craques cujos nomes começavam pela letra “r”: Roberto Carlos, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo.

No jogo seguinte, Felipão mesclou bastante o time para dar oportunidade a vários atletas. Mesmo assim, a Seleção não teve dificuldade para derrotar a Costa Rica por 5 a 2, gols de Ronaldo (2), Edmilson, Rivaldo e Júnior. A partida marcou a despedida da Seleção da Coreia – o jogo foi no Suwon World Cup Stadium, em Suwon.

Classificado como primeiro do Grupo B, o Brasil teria pela frente a Bélgica, nas oitavas de final. Não foi uma parada fácil, principalmente no primeiro tempo, que terminou sem gols. No entanto, na etapa final, prevaleceu a maior categoria dos brasileiros, que venceram por 2 a 0, com gols de Rivaldo e Ronaldo, diante de 40 mil torcedores no Wing Kobe Stadium, em Kobe, no Japão.

As quartas de final batiam à porta e o adversário agora era outra força do futebol europeu: a Inglaterra, uma das cotadas ao título daquela Copa. O clássico, realizado no Shizuoka Stadium, em Shjzuoka, teve momentos dramáticos para ambas as torcidas.

A Inglaterra fez 1 a 0 no primeiro tempo, mas Rivaldo empatou antes do intervalo. Na etapa derradeira, o jogo crescia em tensão e expectativa até que Ronaldinho Gaúcho cobrou uma falta quase do meio de campo com seu toque de genialidade. A bola encobriu um desesperado David Seaman e o Brasil virou. Placar final: Seleção Brasileira 2 x 1 Inglaterra.

Àquela altura, as atuações do Brasil já chamavam a atenção pela consistência. Ficava claro para os outros concorrentes ao título que a Seleção Brasileira era a adversária a ser batida.

Determinava o chaveamento da Copa que o jogo seguinte reunisse Brasil e Turquia, numa reedição do confronto da primeira fase. Mais uma vez, a Amarelinha venceu pela diferença mínima – dessa vez, 1 a 0, gol de Ronaldo, muito festejado ao final da partida, pois seu lance decisivo classificara o Brasil para mais uma final de Mundial.

A festa nas arquibancadas do Saitama Stadium, em Saitama, reforçava que os brasileiros não estavam sós na torcida pelo penta. Os japoneses, após a eliminação de sua seleção, passaram a vestir a camisa amarela.

A decisão, contra a Alemanha, no dia 30 de junho, no Yokohama Stadium, em Yokohama, foi mais um ponto alto na trajetória da Seleção Brasileira. Melhor que a equipe europeia, com mais posse de bola e controle do jogo, a Amarelinha deu um show de bola, notadamente no segundo tempo, quando Ronaldo fez os dois gols da Seleção e do quinto título mundial.

Foi uma atuação gigantesca da equipe. Ronaldo sobressaiu pelos gols, mas todos os que estiveram em campo no Yokohama Stadium, pelo Brasil, jogaram muito. No final, muito choro e emoção no campo, nas arquibancadas, em inúmeras cidades brasileiras e em outras tantas espalhadas pelo mundo. Não havia como contestar a hegemonia do futebol mais vitorioso do planeta.

Veja a convocação do Brasil para a Copa de 2002:

Goleiros: Dida (Corinthians), Marcos (Palmeiras) e Rogério Ceni (São Paulo);

Defensores: Ânderson Polga (Grêmio), Belletti (São Paulo), Cafu (Roma), Edmílson (Lyon), Júnior (Parma), Lúcio (Bayer Leverkusen), Roberto Carlos (Real Madrid) e Roque Júnior (Milan);

Meio-campistas: Gilberto Silva (Atlético-MG), Kaká (São Paulo), Kleberson (Athletico-PR), Juninho Paulista (Flamengo), Ricardinho (Corinthians), Rivaldo (Barcelona), Ronaldinho Gaúcho (Paris Saint-Germain) e Vampeta (Corinthians);

Atacantes: Denilson (Betis), Edílson (Cruzeiro), Luizão (Grêmio) e Ronaldo (Internazionale).

Técnico: Luiz Felipe Scolari.

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