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Foto: Acervo CBF
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Mais uma vez no topo do futebol mundial, a Seleção Brasileira chegou à França sob todos os holofotes. Era uma das favoritas, assim como as donas da casa. Havia, no entanto, alguns percalços.
Romário se machucara em jogo do Flamengo pelo Estadual, em 6 de maio, e seu problema preocupou bastante a comissão técnica da Seleção.
Na noite de 1 de junho, faltando uma semana e meia para a estreia do Brasil na Copa do Mundo de 1998, os médicos da Seleção bateram martelo: o craque não teria condições de jogo. Foi cortado e substituído por Emerson.
Inegável o baque da Amarelinha com a perda. Mas a confiança foi sendo retomada pouco a pouco.
Na estreia, em 10 de junho, no Stade de France, apesar de uma atuação apenas razoável, a Seleção bateu a Escócia por 2 a 1, gols de César Sampaio e Tommy Boyd (contra).
No jogo seguinte, no Stade de La Beaujoire, em Nantes, a apresentação já foi mais convincente. Fez 3 a 0 no Marrocos, gols de Ronaldo, Rivaldo e Bebeto.
Para surpresa de muitos, que viam a Amarelinha em ascensão, a partida que fechou a fase de grupos deixou muito a desejar. O Brasil perdeu para a Noruega por 2 a 1, no Stade Vélodrome, em Marselha.
Bebeto abriu o placar quando faltavam 13 minutos para o fim do jogo e a Seleção permitiu a reação dos europeus. Em parte, graças a um pênalti cometido por Junior Baiano em Tore Andre Flo, que o mundo jurou, no dia, não ter existido, mas que uma imagem da TV da Suécia provou ser real.
Nas oitavas, a Seleção se reencontrou e goleou o Chile por 4 a 1, no Parc des Princes, em Paris, com gols de César Sampaio (2) e Ronaldo (2). O adversário das quartas seria a forte Dinamarca, em Nantes, que proporcionou um jogo dramático, vencido pela Amarelinha, com uma ótima exibição – gols de Bebeto e Rivaldo, por duas vezes.
Na semifinal, o Brasil enfrentaria a Holanda, na reedição de um clássico do futebol mundial. O jogo, em Marselha, diante de 54 mil pessoas, terminou empatado: 1 a 1 – Ronaldo fez o gol da Seleção. A decisão da vaga foi para os pênaltis, em que Taffarel brilhou novamente e o Brasil venceu por 4 a 2.
A Seleção tetracampeã mundial estava mais uma vez numa decisão, para incômodo dos rivais mundo afora.
O embate se deu em 12 de julho, contra os anfitriões, no Stade de France Saint Denis, em Paris. Com 80 mil torcedores presentes, o Brasil, sob efeito da convulsão sofrida por Ronaldo na véspera e que nitidamente abalou o emocional do grupo, acabou batido pela França por 3 a 0.
O Brasil perdia a sua segunda final de Copa do Mundo em seis disputadas nos 48 anos anteriores. Logo, começaria a preparação para 2002.
Veja a convocação do Brasil para a Copa de 1998:
Goleiros: Carlos Germano (Vasco), Dida (Cruzeiro) e Taffarel (Atlético-MG);
Defensores: Aldair (Roma), André Cruz (Milan), Cafu (Roma), Gonçalves (Botafogo), Júnior Baiano (Flamengo), Roberto Carlos (Real Madrid), Zé Carlos (São Paulo) e Zé Roberto (Flamengo);
Meio-campistas: César Sampaio (Yokohama Flügels), Doriva (Porto), Dunga (Júbilo Iwata), Emerson (Bayer Leverkusen), Giovanni (Barcelona), Leonardo (Milan) e Rivaldo (Barcelona);
Atacantes: Bebeto (Botafogo), Denilson (São Paulo), Edmundo (Fiorentina) e Ronaldo (Internazionale).
Técnico: Zagallo.
* ascom/CBF
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