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Saúde e Bem-estar
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
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Na coluna “Consultório JM”, transmitida no Jornal da Manhã, da Rádio Caturité FM, o médico Antônio Henriques falou sobre os perigos da falta de oxigênio no coração e os impactos que esse problema pode causar à saúde cardiovascular.
Durante a participação, o médico explicou que o coração precisa de energia para exercer corretamente suas funções, e essa energia é retirada de elementos presentes no sangue, principalmente o oxigênio. Quando ocorre um desequilíbrio entre a oferta e o consumo de oxigênio pelo músculo cardíaco, surge a chamada doença isquêmica do coração.
“Esse problema pode acontecer tanto porque chega menos oxigênio do que o necessário às células cardíacas quanto porque o coração passa a consumir mais oxigênio do que deveria. Entre as principais causas desse desequilíbrio está o acúmulo de gordura nas artérias”, pontuou.
O médico destacou ainda que algumas doenças aumentam o consumo de oxigênio pelo músculo cardíaco, como infecções, hipertireoidismo e hipertensão arterial.
“Já a dificuldade de oxigenação também pode ocorrer por deficiência no transporte de oxigênio, a exemplo de pacientes com anemia grave ou doenças respiratórias, como bronquite e asma”, explicou.
Apesar disso, Antônio Henriques ressaltou que a maior responsável pela doença isquêmica é a aterosclerose, enfermidade caracterizada pela formação de placas de gordura no interior das artérias, dificultando a passagem do sangue e do oxigênio.
Entre os fatores de risco para o desenvolvimento da aterosclerose estão hipertensão, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo e obesidade.
“Os sintomas costumam ser inespecíficos e podem se manifestar através de dor ou desconforto no peito, conhecida como angina, além de falta de ar, suor frio, tontura e palpitações. Durante esforços físicos, esses sinais podem ser confundidos com crises de ansiedade, especialmente entre as mulheres, o que reforça a importância da procura por atendimento médico o quanto antes”, reforçou.
O médico frisou que a dor geralmente se apresenta como uma sensação de aperto, peso, queimação ou sufocamento. A angina costuma surgir na região central do peito, podendo atingir também a boca do estômago ou a base do pescoço, com irradiação para o braço esquerdo, costas e mandíbula.
Ele ressaltou ainda que o desconforto normalmente dura entre 15 e 20 minutos. Quando ultrapassa esse tempo, já existe a suspeita de infarto agudo do miocárdio, situação caracterizada pela morte das células cardíacas por falta de oxigenação.

Foto: ParaibaOnline/Arquivo
Sobre o diagnóstico, ele destacou que a avaliação clínica, associada à análise dos fatores de risco e ao exame físico, já fornece indícios importantes da doença. Em seguida, pode ser necessária a realização de um cateterismo para identificar as causas e o grau da obstrução arterial.
Ao final da coluna, Antônio Henriques reforçou a importância da prevenção. Segundo ele, prática regular de atividade física, alimentação saudável e hábitos de vida equilibrados, incluindo momentos de lazer e espiritualidade, são fundamentais para reduzir os riscos cardiovasculares.
O médico também orientou a população a manter acompanhamento periódico para avaliação das taxas de colesterol, pressão arterial e glicemia. Ele lembrou que, quando a doença isquêmica não é controlada, pode evoluir para um infarto.
Encerrando a participação, Antônio Henriques voltou a enfatizar a importância dos cuidados com a saúde. “Atividade física e alimentação saudável garantem mais anos de vida e, mais importante do que isso, mais anos com qualidade de vida”, concluiu.
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