“Tem boi na linha”
Municípios já fazem contas
Com a proposta de mudança na jornada de trabalho avançando na Câmara Federal, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) publicou um estudo sobre o impacto da redução da jornada de trabalho para os Municípios.
As estimativas da Confederação sinalizam para efeitos expressivos, sobretudo se a redução da jornada semanal fosse para 36 horas.
Para 36 horas
A PEC (emenda constitucional) 8/2025, por exemplo, implicará em R$ 48,4 bilhões de desembolsos adicionais aos cofres municipais e reforça a necessidade de reposição de 770 mil e 300 ocupações.
O detalhe
Em caso de PEC, o texto entra em vigência um ano após a promulgação.
Para 40 horas
O PL (projeto de lei) 1.838/2026 tem consequência mais limitada em relação ao texto do PEC, porém com resultado de R$ 442 milhões para os cofres municipais e necessidade de contratação de 7.100 novos servidores.
Duplo efeito
A amplitude entre os impactos (PECs e PL) reside não somente no fato da redução da jornada ser menor no projeto de lei, mas também no escopo das ocupações que serão diretamente impactadas.
A análise das carreiras – conforme o trabalho da CNM – apontou déficits significativos em carreiras cruciais para a prestação de serviços públicos.
Exemplificação
A aplicação da PEC levará um déficit de, ao menos, 100 mil professores, 58 mil trabalhadores da limpeza urbana e 22 mil técnicos de enfermagem.
Adequação
Para minimizar as adversidades em caso de aprovação, os gestores precisarão repor quase 10% de toda a força de trabalho do país para a manutenção da mesma estrutura vigente antes da PEC ou buscar alternativas, como rearranjo das jornadas de trabalho, ou a informatização de parte dos serviços públicos.
Da boca de…
“… O trabalho ganha do talento quando o talento não trabalha…” (Carlos Ancelotti, técnico da seleção brasileira de futebol).
Na Serra
O pré-candidato a governador Cícero Lucena (MDB) marcou presença, domingo último, na ´Corrida do Bem´, realizada em Campina Grande.
Gesto à gestão
O vereador Frank Alves (Podemos) ocupou, dias atrás, a tribuna da Câmara Municipal de Campina Grande para tecer elogios ao secretário de Saúde da prefeitura, Gustavo Braga, realçando o seu “empenho”.
O edil estava em ´marcha batida´ para a bancada de oposição.
Recidiva
Em recente entrevista, o ex-governador João Azevedo (PSB) voltou a ´cutucar´ o seu antecessor, Ricardo Coutinho (PT): “Eu tirei a saúde da Paraíba, em 2019, das páginas policiais”.
Da boca de …
“…Lula não pode ser um candidato morno, tem de ser quente, até porque o tempo da conciliação acabou no mundo todo…” (Juliano Medeiros, doutor em Ciência Política e atual presidente nacional da federação partidária Psol/Rede).
Sem ´decolar´
Merece observação a pré-candidatura a deputada estadual da ex-secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado, Rosália Lucas, do Progressistas.
Até o momento, nenhum indicativo de que é ´pra valer´.
Sem ´vênia´
Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal, relatou que uma funcionária de uma companhia aérea, ao ver o nome do ministro no cartão de embarque, manifestou a um agente de polícia judicial “a vontade de xingar” o magistrado.
“Em seguida se ‘corrigiu’: disse que seria melhor matar do que xingar.”
Nova adesão
A vereadora campinense Jô Oliveira (PCdoB) anunciou o apoio à reeleição do senador Veneziano Vital (MDB).
“Nós temos convergências de pensares”, frisou o senador.
“A Paraíba ganha”
“A gente sabe o quanto Veneziano tem sido o senador de Lula na Paraíba, tem feito e defendido o governo. Não poderia ser diferente. Certamente a Paraíba ganha e o estado brasileiro. E todo mundo que defende a democracia sabe da importância da renovação do mandato de Veneziano”, pontuou Jô.
O detalhe
Jô Oliveira também anunciou apoio a João Azevedo para o Senado
´No forno´
O Instituto Datafolha registrou no Tribunal Superior Eleitoral mais uma pesquisa sobre a sucessão presidencial.
A intenção é aferir os impactos na pré-candidatura a presidente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), diante da revelação de suas ligações (e demandas) com o banqueiro Daniel Vorcaro, como também inserir num dos cenários possíveis o nome da ex-primeira-dama do país, Michelle Bolsonaro.
Contextualizando
A pesquisa Datafolha divulgada no último final de semana teve as entrevistas de campo feitas antes da divulgação da ajuda financeira solicitada (de R$ 134 milhões) por Flávio Bolsonaro ao dono do Banco Master.
´Made in PB´
O que chama a atenção nesse começo de semana são duas pesquisas ´autofinanciadas´ sobre a eleição na Paraíba – disputas majoritária e proporcional.
A primeira delas, para ouvir 940 pessoas, ao custo de R$ 9.400,00.
A outra pesquisa, ao custo de R$ 2 mil, foi contratada por uma empresa (firma individual) que atua no comércio varejista.
Prenúncio de novas revelações
No final de semana, Flávio Bolsonaro foi indagado no canal de notícias CNN Brasil se ainda poderia surgir mais fatos comprometedores envolvendo-o com o banqueiro Daniel Vorcaro.
A resposta foi sintomática: “Pode vazar um videozinho, algum encontro que eu possa ter tido com ele. . . foi tudo para tratar sobre o filme”.
Como ficará a conta mensal da Cagepa nas cidades fora da área de saneamento privatizada?…