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Arcebispo Metropolitano da Paraíba.
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“Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós” (Jo 14,18).
No tempo pascal, a Igreja contempla Cristo Ressuscitado que permanece no meio do seu povo e não abandona aqueles que ama. Sua presença vence toda experiência de solidão e desamparo.
O Senhor ressuscitado continua a cuidar dos seus através de sinais concretos de amor espalhados na vida humana. Entre esses sinais, a maternidade ocupa um lugar profundamente especial.
No coração de uma mãe encontramos algo dessa presença fiel que sustenta, consola, corrige e permanece, mesmo nas noites mais difíceis da existência.
Celebrar o Dia das Mães é também reconhecer que a maternidade se transforma, diariamente, em um verdadeiro altar de amor e sacrifício silencioso.
Quantas mães oferecem a própria vida sem aplausos, gastando suas forças no cuidado dos filhos, carregando preocupações escondidas, renunciando aos próprios desejos e enfrentando sofrimentos que quase nunca são percebidos!
O amor materno possui algo de profundamente oblativo: ama servindo, ama permanecendo, ama sacrificando-se em silêncio.
A maternidade é uma das expressões mais belas do amor de Deus pela humanidade.
É nos braços de uma mãe que aprendemos os primeiros gestos de confiança, acolhimento e ternura. É através desse amor concreto que muitos filhos descobrem que a vida vale a pena e que o mundo pode ser habitado com esperança.
Por isso, ganham profunda atualidade as palavras do Papa Leão XIV: “Que nas vossas famílias não falte a coragem de tomar decisões sobre a maternidade e a paternidade. Não tenham receio de acolher e defender cada criança concebida, anunciem e sirvam o Evangelho da vida”.
Em uma época marcada pelo medo dos compromissos definitivos, pela cultura do descarte e pela dificuldade de acolher o dom da vida como bênção, a maternidade permanece como testemunho silencioso de coragem, generosidade e esperança.
A mãe, muitas vezes, aprende a transformar renúncias em amor concreto; faz do próprio coração um lugar de acolhida, proteção e cuidado da vida.
No silêncio de sua dedicação diária, torna-se sinal daquela presença fiel de Deus que jamais abandona os seus filhos.
Quantas vezes o amor materno permanece escondido nos pequenos sacrifícios cotidianos: noites sem descanso, preocupações silenciosas, lágrimas contidas e perseverança diante das dificuldades da vida. Mesmo quando não é percebida nem reconhecida, a mãe continua amando, sustentando e permanecendo.
Assim, no cotidiano de suas famílias, tantas mães testemunham que Deus não desampara aqueles que ama.
Através da maternidade, aprendemos que o verdadeiro amor não se mede pela busca de si mesmo, mas pela capacidade de oferecer-se, permanecer fiel e sustentar a esperança mesmo nos momentos mais difíceis.
Toda verdadeira maternidade conhece a dedicação diária e também as dores escondidas. Uma mãe não educa apenas com palavras, mas sobretudo com a própria vida.
Ainda que seu primeiro impulso seja proteger os filhos de todo sofrimento, ela sabe que amar também é preparar para os desafios da existência.
Educar é ensinar a enfrentar as dificuldades com coragem, sem perder a confiança em Deus.
Quantas mães sofrem em silêncio pelas escolhas erradas dos filhos, pelas enfermidades dentro de casa, pelas dificuldades financeiras e pelas angústias do tempo presente, sem jamais abandonar sua missão de amar!
Esse altar silencioso do amor materno encontra sua expressão mais perfeita na Virgem Maria. Nossa Senhora viveu a maternidade não apenas na alegria de Belém, mas também na dor do Calvário.
A mesma Mãe que acolheu o Menino Jesus nos braços permaneceu de pé junto à cruz do Filho.
Maria nos ensina que a maternidade verdadeira sabe permanecer fiel tanto nos momentos luminosos quanto nas horas de sofrimento. Seu coração materno tornou-se altar de amor oferecido inteiramente a Deus.
Também nossas mães vivem diariamente essa fidelidade escondida, sustentando suas famílias entre cansaços, preocupações e orações silenciosas pelos filhos.
Muitos desses sacrifícios passam despercebidos aos olhos do mundo, mas jamais aos olhos de Deus, que conhece cada gesto de amor vivido no silêncio.
Neste Dia das Mães, somos chamados não apenas a homenageá-las, mas a valorizá-las verdadeiramente, sobretudo as mães idosas, que tanto necessitam de presença, escuta e carinho.
“Teus filhos, como rebentos de oliveira, ao redor de tua mesa” (Sl 128,3).
Peçamos à Virgem Maria que fortaleça todas as mães e nos ensine a reconhecer e proteger esse altar de amor e sacrifício silencioso que é a maternidade.
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