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Economia
Foto: Danilo Verpa/Folhapress
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O pesquisador Thiago Araújo, do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), participou nesta segunda-feira (4) do Jornal da Manhã, da Rádio Caturité FM, em que falou sobre estratégias de alimentação para rebanhos, especialmente durante os períodos de estiagem.
Ele explicou que a base da nutrição dos ruminantes é o alimento volumoso, como capim, feno e silagem, mas reforçou que esse tipo de alimentação, sozinho, não garante o pleno desenvolvimento dos animais.
“O feno, a ensilagem, eles entram na dieta como um volumoso, como o principal, a base da nutrição dos ruminantes é o alimento volumoso (…). Só que não é o suficiente. Muitas vezes a base é o principal alimento, mas a gente precisa complementar com alguma ração ou algum suplemento”, afirmou.
Segundo o pesquisador, a suplementação deve incluir nutrientes essenciais como energia, proteína e minerais, para atender às exigências nutricionais.
“Então, não é só o volumoso, a forragem, que vai manter o animal 100% nutrido, principalmente o animal de alta produção. A gente precisa formular rações, formular complementos para essas forragens”, destacou.
Thiago também alertou que o uso isolado de alguns alimentos, como milho ou torta, não é suficiente para garantir uma dieta balanceada.
“O ideal é ter uma ração equilibrada. Então só torta, só milho, só farelo de soja, normalmente não vai ser suficiente. A gente tem que formular uma dieta equilibrada com fonte de energia e fonte de proteína”, explicou.
Durante a entrevista, ele também abordou a realidade dos pequenos produtores do semiárido, ressaltando a necessidade de planejamento alimentar e produção de forragem.
“O pequeno produtor tem que ter isso em mente: não é viável depender apenas da vegetação nativa. Ele tem que plantar alguma reserva de planta forrageira pra dar suporte à caatinga”, disse.
O pesquisador ainda comentou a adaptação dos animais à região, destacando que o sistema produtivo deve ser compatível com as condições do semiárido.
“Um sistema de produção animal resiliente se faz com recursos genéticos resilientes. A gente não pode utilizar um animal de uma genética superprodutiva em um sistema com pouca tecnologia”, concluiu.
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