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Economia
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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Os reajustes dos planos de saúde coletivos devem desacelerar em 2026, mas continuarão impactando o orçamento dos brasileiros.
Projeções indicam aumentos médios entre 8% e 11%, próximos aos registrados em 2025 (11,15%) e abaixo do pico de 2023 (14,14%). Mesmo assim, os índices seguem acima da inflação geral, estimada em 4,86% pelo boletim Focus.
A redução no ritmo de alta ocorre após um período de reajustes mais elevados, especialmente no pós-pandemia, quando operadoras enfrentaram maior pressão financeira e aplicaram aumentos com menor margem de negociação. Segundo a consultoria Acrisure, esse movimento ajudou a melhorar os resultados do setor, abrindo espaço para índices mais moderados.
De acordo com Marcio Tosi, vice-presidente da Acrisure Brasil, a melhora nos resultados também está ligada a investimentos em tecnologia, combate a fraudes e ampliação de programas de monitoramento de pacientes crônicos.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) afirma que não faz projeções para reajustes de planos coletivos, já que os percentuais são definidos pelas operadoras conforme contratos e características de cada plano. No caso dos planos individuais e familiares, o índice máximo é definido anualmente pela agência, que também monitora os reajustes aplicados no setor.
O presidente da Abramge, Gustavo Ribeiro, afirma que há um esforço contínuo para buscar aumentos mais equilibrados, reduzindo o impacto para os beneficiários sem comprometer a qualidade do atendimento.
Apesar disso, especialistas apontam que a pressão sobre os custos permanece. Entre os principais fatores estão o envelhecimento da população, a inflação médica, o aumento no uso dos serviços e a judicialização da saúde.
O cenário é ainda mais desafiador para operadoras de pequeno e médio porte. Em 2025, esse grupo registrou prejuízo operacional de cerca de R$ 200 milhões, com 45% das empresas fechando o ano no vermelho.
Dados enviados à ANS mostram que o setor de saúde suplementar teve, em 2025, receita de R$ 391,6 bilhões e lucro líquido de R$ 24,4 bilhões, equivalente a 6,2% da receita — ou R$ 6,20 de lucro a cada R$ 100 arrecadados. Três grandes operadoras concentraram 49% desse resultado.
A sinistralidade, indicador que mede a relação entre custos assistenciais e receitas, ficou em 81,7% em 2025, uma queda de 2,1 pontos percentuais em relação ao ano anterior — o menor nível desde 2020.
Segundo a FenaSaúde, o principal fator de pressão nos custos continua sendo o preço dos medicamentos. Dados da ANS indicam que eles representaram 10,2% das despesas assistenciais em 2024 e tiveram aumento superior a 40% nos últimos cinco anos.
Com informações de JÚLIA GALVÃO/Folhapress
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