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Jornalista, Pós-Graduada em Comunicação Educacional, Gerente de Negócios das marcas Natura e Avon.
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Fiz uma enquete na última quarta-feira sobre um tema para a coluna desta semana e choveram sugestões incríveis, que estão guardadas com carinho para uso futuro. Mas a que venceu foi o tema voltado ao otimismo e à autoestima. E quando o “cliente” manda, a gente obedece, não é mesmo?
Há momentos em que a vida se fecha como um quarto sem janelas. As perguntas ecoam, o ar pesa e tudo parece sem saída. Mas a verdade, ainda que silenciosa, é que toda situação é transitória. O que hoje parece um labirinto, amanhã pode revelar-se apenas uma curva mal iluminada. O primeiro passo é não se desesperar diante do escuro. Nem todo caminho precisa ser visto por inteiro: basta enxergar o próximo passo.
Encarar situações difíceis exige mais do que força; exige lucidez. Pergunte-se: “O que está ao meu alcance agora?” Quando a mente tenta abraçar o mundo, ela se paralisa. Mas quando foca no pequeno gesto possível, ela avança. Resolver a vida inteira é impossível, mas atravessar o dia de hoje com dignidade já é uma vitória concreta.
Quanto às pessoas que tentam ferir sua autoestima, é preciso compreender algo libertador: o comportamento do outro fala muito mais sobre ele do que sobre você. Nem toda opinião merece abrigo dentro de nós. Há vozes que devem ser escutadas, e ruídos que precisam ser descartados. Criar limites não é dureza, é cuidado. Blindar-se, nesse caso, não significa endurecer o coração, mas fortalecer a consciência de quem você é.
Nas fases em que tudo parece perder o sentido, volte ao essencial. Respire fundo. Retome pequenos rituais: uma caminhada, uma oração, um silêncio honesto consigo mesmo. O sentido da vida não se revela em grandes respostas, mas na soma de pequenos recomeços. Quando tudo desmorona, o básico se torna sagrado.
Buscar instrumentos para encontrar saídas é um ato de coragem. Às vezes, isso significa pedir ajuda. Outras vezes, estudar, ler, ouvir quem já atravessou desertos semelhantes. Há força na troca, há sabedoria na escuta. E há também um instrumento poderoso que poucos valorizam: a paciência. Nem toda porta se abre com força — algumas cedem apenas ao tempo.
Acreditar e seguir em frente não é um ato contínuo de entusiasmo. É, muitas vezes, uma decisão silenciosa repetida todos os dias. É levantar mesmo sem vontade. É continuar mesmo sem garantias. É confiar que, ainda que você não veja, algo está sendo construído dentro de você.
Como dizia Ariano Suassuna, é preciso ser um “realista esperançoso”. Um otimista que não ignora a dureza da vida, mas escolhe acreditar apesar dela. Não se trata de ingenuidade, mas de coragem refinada: a coragem de olhar o mundo como ele é e, ainda assim, decidir que há beleza, que há saída, que vale a pena continuar.
No fim das contas, ser otimista é um ato de resistência. É manter acesa uma luz interna quando o vento insiste em apagar. E essa luz, por menor que pareça, é suficiente para guiar seus passos até que o dia amanheça novamente.
Atenção: Os artigos publicados no ParaibaOnline expressam essencialmente os pensamentos, valores e conceitos de seus autores, não representando, necessariamente, a linha editorial do portal, mas como estímulo ao exercício da pluralidade de opiniões.
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