“Partidos na promiscuidade”
Os ares de Brasília
Eis o que disse, ontem, o ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), durante uma sessão de julgamentos da Quarta Turma:
“Brasília está ficando difícil… Quantidade de interferência em processo alheio. Essa interferência tem crescido. Ou seja, todo mundo vendendo voto por aí, pelo Brasil afora. A verdade é essa”.
Solucionando
Ao abordar ontem sobre o impasse entre aliados – PSB, PT e a ex-secretária Pollyanna Werton – acerca do comando da Secretaria de Desenvolvimento Humano do Estado -, o governador Lucas Ribeiro (PP) disse que “estamos buscando pacificar isso e em breve teremos esse cenário já resolvido e pacificado, para a gente virar a página dessa discussão”.
Fora do radar
Lucas descartou uma iniciativa unilateral do Poder Executivo para uma intervenção na cidade de Cabedelo: “Decisão que deve ser tomada em conjunto com os demais poderes. Isso não está na mesa do Executivo”.
Modelado
“O governo João Azevedo pintou o estado com cores belíssimas, com tudo à perfeição. Mas muitas coisas são bem diferentes”, avaliou o senador Veneziano Vital, presidente do MDB na Paraíba, em entrevista ao campão de audiências das manhãs campinenses – o Jornal da Manhã da Rádio Caturité FM (104.1).
“Linha vaga
O senador também comentou acerca da recente definição do diretório do PT na Paraíba, que optou pelo apoio à candidatura à reeleição do governador Lucas Ribeiro (PP).
“Alguns filiados ao PT comentavam a linha vaga, algo feito sem convicção”, numa menção à Resolução petista na genérica menção à disputa para o Senado.
Sem hesitação
Conforme Veneziano, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, “tem sido taxativo, ao dizer que não tem o que ressalvar sobre o apoio ao nosso nome para o Senado”.
Contraproducente
Veneziano ponderou que perder apoios importantes – como seria o caso do presidente Lula, abrindo mão do apoio do ex-prefeito Cícero Lucena – “é algo que não contribui; e nem se pode desconhecer a capacidade de transferência de votos de Cícero”.
Sem jeito
O senador pontuou em seguida que Cicero “não ficará com Lula, e tem as suas razões. Não tenho como convencê-lo”.
“E isso me preocupa”, enfatizou, com uma observação adicional: “A campanha eleitoral se projeta disputadíssima”.
Incompreensível
Veneziano observou que “fica-se a perguntar como isso (apoio a Lucas Ribeiro) pode ser composto, porque a federação (PP/União Brasil) é sabidamente contra o presidente Lula”.
Capítulo final
“Acreditar diferente é acreditar no ´conto da carochinha´,” emendou.
O senador realçou, todavia, que “tudo só vai ser definido próximo às convenções partidárias”.
Ungido
O engenheiro José Borges de Medeiros Neto (Neto Medeiros) é o novo superintendente da STTP (Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos.
Ele é amigo de longas datas do prefeito Bruno Cunha Lima.
O detalhe
Neto Medeiros respondia pela Diretoria de Normas e Regulamentações (DNR) da Secretaria de Obras (Secob) de Campina Grande.
Sucessão
Para assumir o cargo de Neto Medeiros na Secob, Bruno Cunha Lima nomeou Maria Aline Motta, que ocupava o cargo de gerente na mesma DNR.
Experiência no papel
Será na noite de hoje – 19h, Teatro Paulo Pontes, na parte de trás do Teatro Severino Cabral – o lançamento em Campina Grande do livro ´Teatro na Educação Popular´, de autoria da professora Eneida Agra Maracajá.
O detalhe
Dia próximo 30, o livro será lançado às 17h30 na Academia Paraibana de Letras, em João Pessoa.
´Sucessor de Pedro´
“As correntes da corrupção, que desfiguram a autoridade e retiram dela sua credibilidade, precisam ser quebradas”.
Papa Leão XIV, ontem, em viagem ao continente africano.
Da boca de…
“… O prefeito de Campina Grande não pode ser um ditador e nós aceitarmos calado. O prefeito quer fazer com que essa casa se desmoralize. Trate esta Casa como um poder harmônico! {…} É um atrevimento…” (vereador Pimentel Filho, do PSB, líder do bloco de oposição na Câmara Municipal).
Situando
Bruno Cunha Lima remeteu algumas decisões à apreciação do Legislativo por intermédio de medida provisória (MP), sem que haja previsão de edição de MP na Lei Orgânica do Município, conforme alega a bancada de oposição.
Invasão de atribuições
Sobre o assunto, o vereador Olímpio Oliveira (Podemos) disse que “na verdade”, acontece “uma afronta” ao Poder Legislativo.
“É uma tentativa de invadir as atribuições constitucionais do Poder Legislativo, que a gente não vai aceitar. É um desconhecimento de quem fez, ou até mesmo uma ousadia”, acentuou Olimpio.
O detalhe
Já foram editadas duas MPs pelo prefeito campinense, relacionadas à remuneração do magistério municipal e à concessão de ajuda financeira ao Treze e ao Campinense Clube.
O ´príncipe´
A Justiça de São Paulo aceitou a solicitação dos filhos de Fernando Henrique Cardoso (FHC) para a interdição do ex-presidente.
O motivo é o agravamento do seu estado de saúde. FHC, de 94 anos, sofre em grau avançado da doença de Alzheimer.
Registro
Com ressalvas à sua passagem pela Presidência da República, mas este colunista é um antigo admirador do professor e sociólogo FHC.
Valor estimado da correção
O PLDO (Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias), remetido nesta quarta-feira pelo governo federal ao Congresso Nacional, prevê que o salário mínimo em 2027 seja de R$ 1.717,00.
O detalhe
Eis as projeções preliminares feitas para os anos seguintes: R$ 1.812 em 2028; R$ 1.913 para 2029; e R$ 2.020 para 2030.
O ´mea culpa´ de Lula
Em recente entrevista ao ´ICL´, o presidente Lula revelou que mudou a sua opinião sobre os bilionários recursos públicos injetados em partidos políticos e campanhas eleitorais.
Ele disse que enfrenta resistências sobre esse posicionamento dentro do próprio PT.
“Promiscuidade
Confira trechos do que ele afirmou: “Tem que ter uma profunda discussão política nesse país. Os partidos não podem continuar sendo assim. Não é possível tanto dinheiro no Fundo Partidário e no Fundo Eleitoral. Eu, sinceramente, acho que isso levou à promiscuidade política nesse país.
´Donos de banco´
“Parecia bom, mas não é bom. Eu fui defensor do fundo público. Tem gente do meu partido que não gosta que eu fale isso. Mas, sinceramente, hoje acho que o fundo partidário e o fundo eleitoral levaram os partidos à promiscuidade. É como se o presidente dos partidos virasse presidente de banco.
Corrida do ouro
“Ou seja, cada (presidente de partido) um quer saber quantos deputados eu vou ter, quanto eu vou eleger, porque aí eu vou ter mais dinheiro. E aí você dificulta a eleição de gente nova, de quadros da sociedade, do movimento social. Porque uma eleição está muito cara”.
Emendas facilitadoras
Ainda Lula: “Se você fizer uma pesquisa vai perceber que um deputado para ser eleito em alguns estados vai fazer (gastar) R$ 40 milhões. Sem dinheiro não se elege! E isso está na mão dos partidos políticos no Congresso Nacional. E as emendas (parlamentares) facilitam muito isso”.
Em breve, a divulgação das adesões ´solo´ de Nabor Wanderley para o Senado…