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Saúde e Bem-estar
Foto: Pixabay
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Doenças não transmissíveis (DNTs) estão remodelando sociedades. Doenças cardíacas, câncer, diabetes e doenças pulmonares crônicas afetam atualmente milhões de pessoas a mais do que na geração anterior, e a tendência é de agravamento.
As informações integram relatório publicado nesta quarta-feira (15) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O documento alerta que, na atual geração, mais pessoas vivem por mais tempo, mas frequentemente com múltiplas doenças crônicas.
“As DNTs encurtam vidas, afetam a qualidade de vida das pessoas e reduzem sua capacidade de trabalho. Isso aumenta os gastos com saúde e reduz a produtividade dos trabalhadores e o retorno econômico”, destaca o relatório.
“No entanto, muitos desses impactos são evitáveis, por meio de ações sobre os fatores de risco à saúde, diagnóstico precoce de doenças e tratamento aprimorado”, completa a OCDE.
A análise mostra que a prevenção traz benefícios sociais e econômicos muito maiores do que o tratamento tardio. Países que conseguem reduzir fatores de risco como obesidade e tabagismo podem salvar vidas e aliviar a pressão sobre os orçamentos da saúde.
Números
O relatório ressalta que, apesar de décadas de esforços, as DNTs continuam a crescer. Entre 1990 e 2023, a prevalência de câncer e de doença pulmonar obstrutiva crônica aumentou 36% e 49%, respectivamente, enquanto as doenças cardiovasculares cresceram mais de 27%.
Os dados mostram ainda que, em 2023, uma em cada dez pessoas nos países-membros da OCDE tinha diabetes, e uma em cada oito vivia com doença cardiovascular.
Para a OCDE, há três principais razões para o aumento contínuo das DNTs no mundo:
“Mesmo que a prevalência dos fatores de risco, as taxas de sobrevivência e o tamanho da população permaneçam constantes, o número de novos casos de DNT deverá crescer 31% na OCDE entre 2026 e 2050, apenas devido ao envelhecimento populacional”, aponta o relatório.
“Prevê-se que a prevalência de multimorbidade aumente 75% na OCDE (70% na União Europeia) e que a despesa anual per capita com saúde relacionada às doenças não transmissíveis cresça mais de 50%”, conclui a organização.
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