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*Vídeo: ParaibaOnline
O superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes na Paraíba, Arnaldo Monteiro, detalhou novos projetos rodoviários que devem impactar diretamente a mobilidade no Agreste paraibano, com destaque para a futura duplicação da BR-104 e a implantação de uma terceira faixa entre Campina Grande e Lagoa Seca.
Durante entrevista à Rádio Caturité FM, Arnaldo explicou que a duplicação da BR-104, no trecho que liga Campina Grande a cidades como Remígio e segue em direção a Caruaru, faz parte de um planejamento maior do governo federal, que prevê a integração da rodovia até o Rio Grande do Norte.
“Existe uma determinação do governo federal para duplicação da BR-104, de Caruaru até o Rio Grande do Norte. No nosso caso, temos o projeto de Campina Grande até Remígio, que devemos concluir em 2026, com a intenção de licitar a obra no início de 2027”, afirmou.
Ele ressaltou, no entanto, que se trata de uma obra de grande porte, que dependerá de inclusão em programas federais como o PAC e de uma engenharia financeira robusta.
Enquanto a duplicação não sai do papel, o DNIT aposta em uma solução mais imediata para melhorar o tráfego na região: a implantação de uma terceira faixa na BR-104, no trecho entre Campina Grande e Lagoa Seca.
“Para melhorar o fluxo, vamos iniciar a terceira faixa de Campina até Lagoa Seca. A ordem de serviço deve ser assinada nos próximos dias e queremos começar a obra já em abril”, destacou.
Segundo Arnaldo Monteiro, a expectativa é de uma execução rápida, com impacto direto na mobilidade ainda em 2026.
“A nossa meta é entregar essa terceira faixa até o São João. Estamos trabalhando com um prazo de 90 a 120 dias, justamente para dar mais fluidez ao trânsito nesse período de grande movimentação”, disse.
O gestor também revelou que há estudos para ampliar a solução com terceira faixa até outros municípios da região, como Esperança, a depender da disponibilidade de recursos.
“A ideia é avançar também em direção a Esperança, mas isso depende de custo. Já estamos trabalhando para melhorar cada vez mais esse fluxo”, pontuou.
Sobre os custos da futura duplicação, Arnaldo evitou estimativas, explicando que os valores só poderão ser definidos após a conclusão dos estudos técnicos, que consideram fatores como relevo, necessidade de desapropriações e tipo de pavimento.
“Não dá para cravar valores agora. Isso depende de vários fatores, inclusive do tipo de pavimento. Hoje, por exemplo, o pavimento rígido pode ser mais viável por conta do preço do petróleo, mas isso é o mercado quem define”, explicou.
Por fim, ele afirmou que ainda não há definição sobre qual trecho terá prioridade na execução da duplicação da BR-104, destacando que tudo dependerá da disponibilidade de recursos e das diretrizes do governo federal.
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