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Foto: ParaibaOnline/Arquivo
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A eleição da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, na quarta-feira (11), tem provocado repercussão nacional e também gerado divergências no cenário político-ideológico.
Em João Pessoa, o tema colocou em rota de colisão as vereadoras Eliza Virgínia (Progressistas) e Jailma Carvalho (PSB), durante sessão realizada na Câmara Municipal de João Pessoa.
Ao comentar a eleição de Erika Hilton, Eliza Virgínia criticou a escolha da parlamentar para o comando da comissão.
“Isso me preocupa muito, porque colocar a Comissão de Direito das Mulheres para Erika Hilton é a mesma coisa de, com todo respeito, colocar um analfabeto para presidir a Comissão de Educação. Vai presidir, mas com bastante de dificuldade, além de não ter a menor ideia das especificidades de uma mulher, ela demonstra um comportamento altamente misógino”, afirmou.
De acordo com a vereadora, a deputada teria histórico de perseguição a mulheres e posições dúbias em votações no Congresso.
“Eu estou acusando a Erika Hilton de misoginia, porque ela tem na sua vida, no seu histórico comprovado, que ela persegue mulheres e o pior não votou para o aumento de pena de estupradores”, declarou.
Eliza também criticou debates ligados à identidade de gênero.
“Ela não quer me chamar de mulher, mas quer ser chamada mulher trans e não importa nossa vontade. Se ela pode me chamar de pessoa que gesta, pessoa que menstrua, eu posso chamar ela de quê? De pessoa que ejacula? Ela também não vai ser chamada do que ela quer”, disse.
Na contramão da manifestação, a vereadora Jailma Carvalho saiu em defesa do respeito à diversidade e criticou as falas da colega que, segundo ela, podem ampliar a discriminação.
“Eu acredito que posicionamentos como esse só ampliam e disseminam o ódio principalmente para uma população que já é tão discriminada, que já sofre todos os tipos de violações. Quero dizer que eu posso até não ter o conhecimento, posso até não concordar, mas para viver em sociedade eu preciso aprender a respeitar a diversidade”, rebateu.
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