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Educação e Ciência
Foto: Marcos Santos/USP Imagens
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No quadro semanal “Português Nosso de Cada Dia”, que vai ao ar na Rádio Caturité FM, o professor Golbery Rodrigues trouxe uma explicação sobre a diferença entre charge e tirinha, dois gêneros textuais bastante presentes em provas do Exame Nacional do Ensino Médio, vestibulares e concursos públicos.
Durante sua participação, o professor destacou que muitos estudantes confundem os dois formatos, embora eles tenham características bem diferentes, especialmente em relação ao contexto e à finalidade de cada um.
Segundo Golbery Rodrigues, a charge está diretamente ligada aos acontecimentos do momento e tem como principal característica a crítica social ou política.
“A charge é atual e crítica. Geralmente vem em um quadro único. Trata-se de um fato noticioso específico e traz uma crítica política ou social com ironia ou acidez”, explicou.
Ele ressaltou ainda que esse gênero possui uma espécie de “prazo de validade”, já que depende do contexto de uma notícia ou fato recente para fazer sentido ao leitor.
“Se o fato passou, a charge perde a força. Enquanto a notícia está quente, a charge tem sua evidência. Passou a notícia e o fato caiu no esquecimento, ela fica apenas como um exemplo emblemático daquele momento”, pontuou.
Já a tirinha, de acordo com o professor, possui características diferentes e costuma abordar situações mais universais do cotidiano, com foco no humor e no entretenimento.
“A tirinha, pelo contrário, traz temas universais e cotidianos. Pode vir estruturada em três ou mais quadrinhos e apresenta uma narrativa curta, voltada para diversão”, afirmou.

Foto: ParaibaOnline/Arquivo
Outro aspecto destacado por Golbery é o uso frequente de personagens fixos nas tirinhas, o que contribui para a continuidade das histórias e para a identificação do público com os personagens.
Diferente da charge, ele explica que a tirinha é atemporal, ou seja, pode ser lida e compreendida em qualquer época.
Ao final do quadro, o professor reforçou que compreender a diferença entre esses gêneros pode ajudar estudantes a interpretar melhor textos em avaliações e no próprio contexto jornalístico.
“São dicas valiosas que podem ajudar na diferenciação desses dois importantes gêneros textuais, muitas vezes presentes em provas e também no cotidiano da leitura”, concluiu.
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